PORQUE HOJE É SABADO !
Chegou a hora de se colocar os pingos nos is.
Até que possam me provar ao contrário, somos todos seres humanos, sujeitos aos mesmos desejos e necessidades de sobrevivência. Queremos não só o melhor para nós, bem como para aqueles que amamos. E creio que o antigo pensamento que havia uma necessidade de se descobrir o verdadeiro significado da vida, para que esta fosse inteiramente vivida, agora, ao contrário, fica evidente que ela será vivida melhor se não for aferida a mesma, significado algum.Vejo isto muito claro na atividade que abracei, quando continuamos a trazer para o seio de nossos estabelecimentos de cria, para dar continuidade a nosso processo criatório, reprodutores importados, que em pista demonstraram, na grande maioria das vezes, um papel inferior as éguas que irão cobrir. E pergunto, qual a vantagem disto? Quem será o elemento melhorador?
Já está provado, que se você quiser ter um filho, com olhos amendoados, o jeito é alinhar-se com um elemento asiático, assim que da mesma forma se o seu ideal é produzir um com a cor jambo, que cruze com um de pele negra. Afinal, pelas leis genéticas, alguém que compõe o cruzamento, tem que ter a característica almejada, seja por quem seja que tenha bolado este cruzamento.
Logo, onde entra aquele que não a tem, mas por aquelas crenças fanáticas e doentias, atribuídas ao milagre da multiplicação dos pães, acredita que possa vir a contribuir positivamente para seu intento, não havendo nada que corrobore para tal?
Ate quando viveremos esperando por estes saltos atávicos de uma ou duas gerações, que até aqui nunca se confirmaram?
Não vejo senso racional ou lógico algum. Principalmente analisando-se que historicamente, mesmo numa criação de cavalos de corrida, de de muro baixo como a do Brasil, nunca tenha havido um caso positivo sequer em ações similares a estas. Trouxemos filhos de Nearco, Hyperion, Northern Dancer e Storm Cat, plenamente destituídos de qualidades locomotivas e o que fizeram estes, em prol de nosso desenvolvimento genético? Absolutamente nada!
Porque voltar a tentar? Sadismo? Amor aos eletricistas?
Porque abrir mão do coetâneo nacional, que demonstrou qualidade superior em pista? Só porque ele trás consigo o Made in Brazil?
Vó Adelina, sempre me disse, que "se você não tem um cão que o ajude na caça, não é com um gato, que seu problema irá ser resolvido". Simples assim. O seu problema, continua e o pior, agrava-se quando você tenta contorná-lo com algo, completamente destituído de lógica daquilo que você realmente necessita. Trata-se de como numa doença, tratar-se causa e feito. Não basta controlar pontualmente a dor. É necessário, de uma vez por todas, erradica-la.
Este é um dos assuntos que gostaria de abordar, nesta nosso próximo encontro na nossa live de toda segunda-feira, no Ninho do Albatroz, na plataforma da Revista Horse, no You Tube. Este bem como outros, que considero importantes, tais como, descobrir uma forma de atrair gente jovem para a nossa atividade, sem que se tenha erigido até aqui, um respaldo de defesa histórico que convença a estes nosso investidores, a grandeza de nossa atividade. Não há histórico algum escrito, nem um acervo visual de possível acesso, que demonstre a força de nossa atividade.
Algum filme de um Boticão de Ouro, de um Farwell, ou de uma Dulce? Material abundante de pesquisas? Como defender uma posição que não tem como ser defendida, sem um museu ou uma biblioteca técnica? Sem livros? Sem relatos técnicos? Sem uma Turfe e Fomento e sem sequer um acervo fotográfico? Apenas no papo? Na ladainha? Em narrativas diversas?
"A própria não existência de um contraditório, minimiza a questão e a deixa ao rés do chão", diria a nobre senhora, se viva estivesse.
Pouco a pouco, vamos perdendo um a um de nossas poucas testemunhas oculares da história. Pessoas que teriam muito a contribuir com sua extensa experiência e conhecimento de causa. Vidas vividas em prol da atividade. Cada um que se vai, é menos uma história que fica. Um depoimento que desaparece. E o que é feito para lembra-las? NADA ! Vivemos dos lapsos de memória de alguns, e das memórias pessoais de outros. Onde isto irá nos levar? Certamente que ao Irajá.
Quero que problemas como estes sejam discutidos abertamente, mas que para isto tenha um resultado positivo, torna-se imprescindível a sua colaboração, interagindo nas lives com as perguntas e idéias. Ou mesmo aqui neste blog, com contribuições em formas de defesas de teses e sugestões. Temos hoje um presidente em nossa associação, atuante. Que arregaça as mangas e tenta fazer as coisas acontecerem. Porque não incentiva-lo com colaborações e novas idéias.
O que é necessário a você para abandonar esta inércia intelectual? Um choque elétrico?
Hoje sinto que levamos diariamente choques, porém anafiláticos. Que nos paralisam. Caminhamos para o nada, sem se preocupar, onde o nada nos levará.
A grande verdade que deve ser discutida, é que não vejo futuro algum, onde não se possa provar um passado alicerçado em ações benéficas a atividade. Qual o resultado que esperamos contar? Lucro financeiro, está na cara que não é. Então o que será?
Dizem os antigos, que o futuro a Deus pertence. Acredito que seja verdade, porém, é hoje em nosso presente que os corretos passos e ações benéficas, objetivarão que Deus tenha um trabalho menor em gerir nosso futuro.
