Na Inglaterra noto que em ruas e até bairros inteiros - independentemente do nível de construção - existe uma igualdade de arquitetura nas casas, Todos erigidas iguais e pintadas da mesma cor. Nada que diferencie uma da outra.
No Brasil, isto é impossível de acontecer, pois, o vizinho da esquerda faz logo um puxadinho. O da direita arruma uma forma de improvisar um jardim. E do da frente pinta sua casa de uma outra cor. Por isto, ate as favelas cariocas, são coloridas e cada morador diferenciando seu barraco do outro.
Isto não é um defeito. Apenas uma característica.
No nosso turfe, igualmente não vejo uma uniformidade maior de pensamento. Existe uma tendência do cada um por si, medonha. Não coadunamos de um senso sequer de união e somos levados pelo estúpido bairrismo. Logo, as chances de dar certo, se apequenam. Isto não é uma característica. Apenas um defeito.
Simpósios? Não os vejo acontecer. Lives que discutam algo de realmente proveitoso? Diria que poucas. Blogs? Menos ainda. E ai fico a perguntar: onde isto nos irá levar? Espero que não ao Irajá...
Portanto, nós do Ninho, seja o formato que for, - blog ou live - nos preocupamos mais com o conteúdo. Mais até do que a forma propriamente dita. Não colorimos o que não necessita ser colorido e deixamos que as outras e outros, passem o pano que acharem factível de ser passado. Se nós nos recusamos, terminantemente a fazê-lo, é um problema nosso. Devemos apenas satisfação ao Santa Maria de Araras, Figueira do Lago, in Vino e a APPS, nossos patrocinadores, desde quase o inicio, ao Raia Leve e a Revista da Karol, nossos apoiadores, e certamente a nossa fiel audiência, que não é numerosa, porém importante, pois é ela que nos escuta. E vida que segue.
Com relação a nossa audiência, creio ela estar estabilizada e até certo ponto cativa. Notadamente são formados em su maioria por aqueles que assistem a live depois. Um número muito maior do que durante. Quanto em comparação com a audiência no formato do blog ser bem menor, é uma questão de tempo. O blog tem década, a live acaba de fazer um ano. E hábitos são cultivados, a partir de assumidos, outrossim isto leva tempo.
Contudo, o que sinto, é que por mais espaço que demos e por mais democráticos que sejamos, pouco é a participação efetiva desta audiência, que prefere assistir do que interagir. Porque? Não sei, pois tenho plena convicção de não contarmos com a anuência plena, tantos em idéias como em ações.
O turfe é "moldável" a situação. Flutua de diversas formas, embora em 99% dos casos, tem a razão aquele que vence e cruza o disco a frente dos demais. Acredito que sejamos "grandinhos" o suficiente para aceitarmos o puxadinho, o jardim improvisado e até a diferente cor, das casas dos vizinhos. Temos que achar o nosso caminho, e se este combinar com a rota, da maioria daqueles que nos cercam, melhor ainda, pois, o caminho mais curto para se chegar aonde se quer, ainda é, em minha concepção, a linha reta.
Vamos ter este fim de semana a disputa de mais um King George, na Inglaterra e no caso presente, um dos bem mais acirrados dos últimos tempos. Teremos também, a continuidade de vento em popa, dos importantes meetings de Saratoga e Del Mar, nos Estados Unidos, mais um Prix de Rothschild na França e o tão esperado Champions day na África do Sul. Não é importante para você saber o que está dando certo fora de nossas fronteiras, para criarmos uma linha de referência que de alguma forma nos norteia em futuras decisões?
Acredito que sim, e por isto nos mantemos em nossas posições, informando e analisando, aquilo que consideramos importante. Logo, quem acompanha as lives e o blog do Ninho do Albatroz, fazem parte do desenvolvimento de nosso turfe e aqueles que patrocinam o blog e a live, fazer a coisa existir. E que o vizinho pinte a sua casa da cor que quiser...