Desculpe discordar deste representante de uma tribo que idolatro, a dos Minions, mas não creio que aquele que desenhou a bandeira do Japão estivesse com preguiça. Ele apenas com um toque simbolizou o que aqueles habitantes daquela ilha são: minimalistas.
Sou arquiteto e admiro o minimalismo, onde menos é mais. Outrossim, em se tratando de pedigrees confesso que adoro uma "salada", isto é um pedigree adornado de quatro ou mais imbreeds e duplicações. Nestes casos, passo a aderir ao sistema Rococó.
Mas seriam estas "saladas" efetivas? Creio que sim, principalmente partindo-se do principio de os portadores destas, serem menos que 0,1% da população equina e elas representam hoje nos resultados de maior importância - as provas de grupo - nada menos que 12%. Sim vocês leram bem, 12%. O que para mim, é uma população astronômica e se levando em consideração no mínimo quatro imbreeds. Quem nem goleada em futebol.
E é interessante se notar que seis destes vencedores possuem seis imbreeds-duplicações e 19 a cinco. Pensem um pouco, o que isto representa no compro geral dos nascidos no mundo. E entre estes, nomes de suma importância da temporada atual figuram como os de Shaquille, Chaldean, Paddington, Nashwa e outros. Será que isto, por si só, não lhe convence?
Sei como é difícil se montar um pedigree com quatro imbreeds-duplicações em qualquer parte do mundo. No Brasil, onde a qualidade genética é um de nossos pontos fracos, mais ainda agiganta-se a dificuldade em fazê-lo. Mas temos que lutar contra a maré, ou seremos inevitavelmente engolidos, pela evolução natural da atividade.
Confesso que na vida sou partidário do minimalismo, mas na genética sou mesmo chegado a um rococó.