Vamos tentar ser racionais. O simples fato de você não roncar, se mexer pouco e não se levantar para ir ao ir ao banheiro de dez em dez minutos durante a madrugada, de maneira alguma o faz um cara bom de cama, na opinião de sua companheira. Esta expressão está reservada a alguém, num outro sentido, completamente adverso ao que foi descrito ate aqui.
Da mesma forma que a utilização de termos como craque, pico das galáxias, máquina máxima e diferenciado, não deveria taxar a todo e qualquer cavalo que foi capaz de ganhar bem uma determinada corrida. Esta adjetivação é a meu ver exagerada e fere o verdadeiro sentido das palavras, sentido este que só deveria ser expresso em relação a pontos fora da curva, como Frankel, Flightline, Zarkava, Enable, Itajara e Candy Ride, para se citar apenas meia dúzia dos mesmos.
Quando você passa a trazer aquilo que pensa para o papel, imediatamente um sentido maior passa a ser dado as palavras que produz, de forma que o respeito pelas mesmas se torne ainda mais real, para aquele que o lê. Você as vezes extravasa sua emoção, mas ao reler o que acaba de escrever, reformula de uma forma mais racional. Isto, de maneira algum tem relação a uma censura pessoal e sim a um comedimento prévio, que a experiência pouco a pouco lhe desvenda.
Confesso que sou um cara adjetivado as vezes em excesso e em alguns casos posso igualmente exagerar. Mas tento não se-lo, principalmente ao adjetivar este ou aquele cavalo que o tira do serio. Este comedimento, com o tempo o torna crível, perante sua audiência e este é para mim, o ponto mais importante para um analista de situações. O resto é lucro.
Vi e revi, em mais de um oportunidade, as duas primeiras carreiras de City of Troy, pois, muito me espanta, depois de Frankel, Enable, Flighline, elementos ainda tão frescos em nossas memórias, tão cedo apareça outro, com as mesmas características devastadoras. E cheguei a conclusão que ele deve ser visto como algo capaz de tornar-se com o tempo, algo da mesma dimensão, destes três citados. Porque, ate aqui, ele simplesmente, demonstrou a capacidade de não apenas ganhar. Mas se deu ao luxo de devastar.
Revejam o video e atentem para a sua mecânica. O ritmo final de suas braçadas. Posso estar enganado, mas reconheço como as mesmas que um dia reconheci em Frankel, Zarkava, Enable e Fligthline e em outros outros deste mesmo padrão. São coisas apenas que meus olhos conseguem ver? Evidentemente que não.
O olho detecta, pois, a experiência o faz ver, coisas que aqueles que estão fora da curva, tem em comum, principalmente na mecânica natural de seu desenvolvimento a todo vapor. Como explicar, não sei.
E aqui não vai tentar esconder o jogo, pois, o que teria a esconder em encobrir o que acho de City of Troy (foto acima), ou Frankel? Nunca teria a possibilidade de os tocar. Logo, é uma questão de sentir e transmitir. E errado pode você estar.
Lembro de Big Brown, e naquilo que ele se transformou depois de seu fracasso em um Belmont stakes, sem até aqui, acompanhado por uma plausível explicação. Ele é um dos que me enganou.
Por isto, tenho muito cuidado ao nominar um Frankel, prematuramente com um possível novo Ribot, todavia, os poucos filmes a que tive acesso onde são mostradas, duas ou três retas das vitórias deste crioulo de Tesio em carreiras meritórias, gravou-se em minha mente. E a sua mecânica era a mesma que reconheci, em elementos, que desde cedo foram capazes de repetir-la. E quando reconheço, como no caso de Frankel e outros que aqui revelei como sendo excepcionais, antes que eles de provassem ser, berro! Logo, aqui vai outro berro.
CITY OF TROY TEM TUDO PARA SER MÁQUINA MÁXIMA !
TENHO DITO !