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domingo, 30 de julho de 2023

PAPO DE BOTEQUIM: SE FICAR O BICHO COME, SE CORRER O BICHO PEGA

Uma das coisas que já se tornaram uma rotina em minha vida, é pedir a Deus, diariamente, que dê paciência a aqueles que não me suportam, pois, aos quase 73 anos de idade, de uma coisa tenho certeza: "não tenho a menor intenção de melhorar". 

"Quem gosta, se enrosca. Quem não gosta azar o seu". Como diria a nobre senhora, do qual descendo.

Pois é. Há muito parei de me preocupar o que este ou aquele pensa de mim. Principalmente no caso daqueles, para qual não perco um minuto sequer de meu tempo, em pensar neles. A gente faz o que pode, e quando não pode, simplesmente não faz. Simples assim.

Estudo pedigrees, e alguns acham que o faço exaustivamente. Minha mulher é uma delas, mas pedigrees são como mapas de um tesouro, e todos tem curiosidade em saber onde está este tesouro. E ainda um detalhe que piora ainda mais a situação. O tesouro é mudado constantemente e você te que estar alerta, para não perder tempo, num terreno que mais nada tem a lhe oferecer.

E ainda para deixar esta situação ainda mais difícil, lembre que mesmo sabendo que dando certo, você terá no máximo uma tênue pista das razões daquele cavalo ter conseguido ou não o seu intento. Nada é concreto em se tratando de cavalos de corrida e corrida de cavalos. Mas existem direções a serem tomadas que o levam a Roma e assim ter mais sucessos que fracassos em sua missão.

Eu tenho meus métodos de averiguações. Outros podem ter soluções diversas, pois, ninguém é dono de verdade alguma. Outrossim, um dado que ultimamente tem ajudado, a quem analisa detidamente a atividade, é o fato de Saratoga estabelecer patamares diversos. Dia 19 vem o Alabama. Dia 26 o Travers. E só ai ficam estabelecidas as verdadeiras posições. E Keeneland a seguir, simplesmente confirma os novos posicionamentos. 

A questão passa a ser que se você ficar o bicho come, se preferir correr o bicho pega. Logo, pouco a se fazer. E esta era a visão que eu tinha para este Jim Dandy stakes (G2). Páreo vazio, mas com aqueles que de alguma forma deram suas caras, a bater, na atual tr]iplice coroa.

O Eclipse champion 2yo male, Forte, ganhador da Breeders Cup Juvenile G1), do Florida Derby (G1), do Fountain of Youth (G2), chegou ao Derby com o apoio maciço da mídia e de grande parte do publico apostador. Era o virtual favorito, mas a partir da semana, uma serie de coisas estranhas passaram a acontecer com ele. Um tropeço estranho na manha da prova, sua retirada da mesma de forma pouco explicável. Sua desclassificação tardia no Hopeful (G1) por medicação. Seu forfait no Preakness, E quando tudo pareceu estar equacionado, foi segundo no Belmont stakes (G1) depois de significativo afastamento das pistas. O que acho disto tudo? No mínimo estranho... muito estranho. Todavia, é até aqui o elemento que demonstrara mais classe desta geração. E tinha tudo, para correr bem, e se isto viesse a acontecer,  possivelmente ganhar, até com certa facilidade.

Não creio que aquele que era apontado como seu principal adversário, Disarm, pudesse de um hora para outra se transformar em elemento chave na questão, pelo menos pelo que até no presente momento tinha demonstrado. Ganhador de grupo 3 e que como cartão de visitas contava apenas com uma pálida segunda colocação no Louisiana Derby (G2), que de maneira alguma lhe deu pontos que o fizesse ter o direito de alinhar no Derby. Eu particularmente optei para vê-lo correr, e avalia-lo depois. Mas tinha cara de pão dormido.

Confesso que o meu cavalo do Derby - diga-se de passagem com pouca convicção - fora Hit Show, pelo que ele apresentara. Ganhador do Withers (G3) e segundo no Wood Memorial (G2), achava tratar-se de um potro em evolução. No Derby, carreira que chegou na quinta colocação, mesmo dando nítida impressão na entrada da reta que poderia vir a ser o vencedor, deixou claro ali suas limitações, que com sua quarta colocação no Belmont, simplesmente provaram ser limitantes â esfera maior. Para mim, lutaria por uma colocação.

Angel of Empire, ganhador do Arkansas Derby (G1) e do Risen Star (G2), impressionou a todos com seu final avassalador no Kentucky Derby (G1), onde chegou na terceira colocação. Outrossim, no Belmont Stakes (G1) não mostrou a mesma desenvoltura, simplesmente não participando da carreira e chegando na quarta colocação, com atuação na faixa do sofrível. O que eu honestamente esperava dele? Difícil aquilatar, mas arriscaria dizer que pouco, talvez até muito pouco.

E completava o grupo, o terceiro componente da trinca de Brad Cox, Saudi Crown, um produto da primeira geração do Kentucky Derby winner, Always Dreaming, para variar numa mãe Tapit, que estreara viroriosamentew em Keeneland e fora segundo no competitivo Dwyer stakes (G3) para Fort Bragg. Era visto como o elemento em evolução, em sua terceira tentativa, no presente momento. E quando nada faz sua mente imaginar um nome que realmente mereça um destaque, você fatalmente passa a pensar que no elemento em evolução possa estar a solução do problema.

E no caso presente, ate, me parece que ali estava. Para um cavalo ainda inexperiente como Saudi Crowm parece ser, ele correu uma barbaridade. Assumiu a vanguarda, e se manteve na mesma até os 10 metros finais, quando então foi ultrapassado por um Forte, que para mim, e qualquer turfista que tenha assistido mais de 20 corridas, sabe que deveria ser desclassificado por interferência sobre Angel of Fire. Interferência esta que teve inicio, ainda no final da curva e estendeu-se por parte da reta. Um escárnio.

Ortiz, jockey do favorito defendeu imoralmente a carreira e a seguir ao ser entrevistado, veio com uma desculpa deslavada. "Tentei abrir para evitar um choque com o tordilho". No caso, Saudi Crown. Ora bolas existem muitas formas de se evitar o choque com A, sem tentar abrir no peito e na raça seu caminho, prejudicando a B. E foi exatamente o que aconteceu. Simples assim.

Mas eu achava difícil que desclassificassem o favorito, que tem vindo por uma trilha cheia de percalços. Se ele fosse treinado por Baffert certamente o resultado do inquiry seria outro.

Teria Forte a liderança desta geração? Depende do que possa acontecer no Travers stakes (G1). Para mim, esta discussão ainda está em aberto. E não adianta seu dono tentar convencer a audiência, na transmissão da FOX que mais do que o melhor três anos, Forte é o melhor também entre os de todas idades. Conta outra...

Vejam a corrida e tirem sua próprias conclusões. Para mim, tudo se mantém aberto.