Olha, não costumo me enganar nestas coisas. Primeiro que aqui deixar marcado que foi a mais incrível vitória que me lembro de ter assistido, desde que me entendo como gente. Segundo, que igualmente talvez tenha sido uma das apresentações que me chamou mais a atenção de um elemento capaz de provar aquele item que mais me agrada num cavalo de corrida: sua inabalável vontade de vencer.
E ai vem o terceiro ponto que deve ser realçado, pois o considero fundamental. Alguém que é filho de Galileo numa égua Scat Daddy, ganhadora de graduação máxima , com mais de US$1300,000 em prêmios e que custou ao calejado Magnier, - quando posta em venda para fins reprodutivos - por nada menos que US$3,500,000, simplesmente, não demonstra o que esta potranca demonstrou em Chester impunemente e a coisa fica pelo disse, não me disse. Senhores, me desculpem a petulante certeza, porém, classe não se evapora no tempo. Savethelastdance, is for real!
Savethelastdance é uma potranca para lá de diferenciada e notei isto quando ela ganhou em Chester por mais de 20 corpos. Náo foi uma prova de grupo, mas sim uma listed, O Chesare Oaks. Mais 22 corpos oficiais é pouco menos que uma arquibancada. Outra carreira...
Achei inclusive que ela venceria o Oaks, em Epsom, mas ela foi segunda para Soul Sister e juro que fiquei encafifado. O que poderia ter acontecido? Afinal a fiz minha favorita tanto em Epsom quento em Curragh, para os Oaks. Estaria ela fresh demais? Teria sido sua vitória em Chester conseguida sobre adversárias de baixo poder atlético? Todavia, quando na entrada da reta de Curragh, ontem pela manhã, vi esta filha de Galileo, esmorecer, me senti por segundos como aquele cara que imaginou um craque fictício e acabou de tomar conhecimento tratar-se de um elemento como outro qualquer.
Meus caros navegantes, o que esta potranca apresentou a seguir, e vocês irão ver no video que apresento, não me lembro ter visto, antes. É algo inacreditável, digno de um Frankel ou de um Flightline. Algo que me faz arriscar a coloca-la, neste momento, no mesmo patamar de uma Enable ou mesmo uma Zenyatta. Evidente que temos que levar em consideração que foi apenas sua quinta corrida, seu terceiro Oaks e sua, pasmem, apenas sua terceira vitória. Outrossim, foi de arrepiar. Nas sua aceleração final apenas, mas sim sua mudança de comportamento ao sentir que seria batida. Lembro aos menos atentos que seu treinador Aidan O´Brien, com esta vitória alcança o recorde de sete vitórias na mais alta prova da geração de três anos, para fêmeas em sua nativa Irlanda. Igualmente que embora sepultado por alguns gênios apressadinhos, Galileo, está ainda muito longe de ser esquecido e que Scat Daddy já provou ser um avô materno de primeiríssima qualidade.
O que mais?
Há de se levar em consideração que elevar uma potranca de apenas três vitórias ao mesmo patamar de Enable e Zenyatta que correram até idades avançadas, e conquistaram Arcos, King Georges, e Breeders Cups, é com certeza, um ato de insanidade mental, mas assumo o risco, como disse NESTE MOMENTO, pois ela merece estar.
Vejam a carreira e se possível, voltem a ver o Chesire Oaks e o Oaks em Epson, e concluam se preciso ou não de uma camisa de força. Se concordarem comigo, será ela a precisar da camisa...