Não é tarefa nada simples se "fazer" um garanhão no Brasil. Principalmente se ele for brasileiro. Mas seria Last Hope um elemento eminentemente brasileiro? Acho que não. Seria se fosse filho de Drosselmeyer. Sendo filho direto de Distorted Humor (foto de abertura), não me parece que se enquadre na situação.
Quantas vezes em nossa história tivemos o ensejo de nos utilizar que um filho direto de um incontestável chefe de raça internacional, que tenha sido em pista, ganhador de prova de grupo? Não perca tempo em pesquisar, pois, Last Hope é o único.
Pois bem, Last Hope não está tendo a chance que mereceria, já que foi um cavalo muito bom em pista, ganhador de prova de grupo, dono de um equilibrado fisico e com uma mãe de esfera clássica de uma linha baixa que conheço como poucas. A formada a partir de Celina Igi, uma Pass the Word que adquiri do haras Tijucas do Sul para o Elle et Moi, no tempo que Ronald regal ainda era presidente dos Estados Unidos.
Ter conhecimento que ele . Last Hope, não Ronald Reagan - em sua primeira geração teve apenas seis produtos registrados, prova apenas com que desrespeito tratamos o coetâneo nacional. E na segunda sete e na terceira cinco, apenas corrobora a tese, que dificilmente ele terá chance de mostrar do que realmente é capaz, como tantos outros nacionais. Senhores, desculpem a pergunta, mas isto não foi a eterna amostragem da criação brasileira? A de não respeitar e acreditar naquilo que produzimos.
Seria o eterno complexo de vira-latas que herdamos de gerações que nos precederam? Será parte do modismo, que o que é criado fora de nossas fronteiras, sempre nos será mais útil? O que terá que ser feito, para provarmos que o que Clackson, Redattore e Romarin, - para tomarmos apenas três exemplos recentes - fizeram no breeding-shed, não foi produto de sorte ou coincidência? Se a Argentina é gaza de se impor com um Candy Ride e um Forli, porque não poderíamos fazer o mesmo? Afinal, mesmo sendo porcamente mal aproveitado, creio que o Made in Brazil, Leroidesanimaux, deixou um resquício de possibilidade, ao produzir a um ganhador de um Kentucky Derby, Animal Kingdom, que mesmo igualmente desperdiçado, ainda foi capaz de gerar até aqui, nada menos que 11 individuais ganhadores de grupo, em suas peregrinações entre Estados Unidos, Austrália e Japão.
Abri+o um parênteses. Vejam o exemplo do H e R, que ganhou suas três maiores carreiras, o Pellegrini, o Brasil e o Derby, a primeira com um elemento nacional filho de um nacional, e as duas outras com elementos de sua criação, filhos de um reprodutor nacional. Quantos proprietários que você conhece, que já ganharam estas três provas? Fecho este parênteses, pois, temos que voltar aos trilhos
Dois dos produtos da primeira geração, de Last Hope, a nascida em 2020, estrearam e um acaba de se sagrar vencedor, numa milha do hipódromo do Cristal, vencendo de ponta a ponta, por nada menos que meia arquibancada e sem que fosse necessário receber um laçado sequer de advertência ou mesmo de puro incentivo.
Apolo da Lagoa, fazia a sua segunda apresentação, se não me engano, e creio ter deixado uma boa impressão. Mas para muitos, será mais um fato a passar desapercebido. Como tantos outros. Um escárnio.
Já está mais do que na hora, para despertarmos para a realidade da nova situação gerada pela modernidade. A linha própria erigida pelos cavalos nacionais de um país, estão revolucionando a atividade. Elas são hoje diretamente responsáveis pelo sucesso de dois centros que hoje gozam de crédito internacional: o Japão e a Oceânia. Porque, não tentarmos inserir o Brasil neste contexto?
Porque chances maiores, não devam ser oferecidas a Last Hope? Falo de chances nçao apenas qualitativas, como quantitativas. O que tem de errado em sua genética? Seria ele tão diferente de Drosselmeyeer, fortufy ou Flower Alley? Meusb queridos navegantes, um cavalo cujo potencial genético me parece muito acima da média, do que temos por ai, em nossos breeding-sheds deveria pelo menos ser tratado com maior respeito. Ademais os filhos e descendentes de seu pai, já se provaram no hemisfério sul, como aqui já demonstrei, em várias oportunidades. Vide, os acima citados, Fortify na Argentina, Flower Alley na África do Sul e Drosselmeyer no Brasil. Todos, e eu disse TODOS, leading sires. E netos de outro chefe de raça, na Austrália, Forty Niner, que não foi maior, pelo Ping-Pong que fizeram com ele entre Japão e Estados Unidos.
Porque perco o meu tempo, para publicar num sábado, algo que sei que muitos, vão taxar de excesso de romantismo? Coloquemos de uma vez por todas as mãos em nossas consciências. Que não seja Last Hope, Pimper´s Paradise, Olympic Jhonsnow, Garbo Talks ou mesmo George Washington. Seja quem você decidir. "Já chegou a hora de prestigiarmos o garanhão nacional, principalmente aqueles que provaram em pista serem artigos de qualidade internacional. Pois, certamente eles darão melhores frutos, que os importados que "acharam" um mísero grupo 3, alhures, - muitas vezes até onde o diabo fez a curva - e que aportam mo Brasil, como os reis da Suécia".

