Num pais tremendamente crítico, a forma funciona bem com o conteúdo. O que em outras palavras, me faz crer que para defender suas idéias, não é necessário se exasperar. Principalmente quando você aceita o fato de estar do lado da verdade e que sua posição não é a de querer convencer quem quer que seja. Você apenas abre uma porta, mas é aquele que o escuta, que decide se deve entrar ou não. Principalmente em se tratando de coisas de turfe.
Vó Adelina, dizia que com gritos e violência você poderia até angariar medo de seu interlocutor, mas nunca o respeito dele. E que este último deveria ser o intuito precípuo de um diálogo.
Tenho sangue calabrês oriundo da linha materna e portanto difícil de se manter calmo em certas situações e quando confessava no fim no semana a vó Adelina certas escorregadas que era dado a dar no colégio ela me repreendia dizendo. "Não discuta, quando quiser provar seu ponto de vista, escreva". E foi ai que eu peguei esta mania de escrever, numa época que não havia internet, nem fax! O telefone tinha fio e ainda se escreviam cartas... Mas vamos ao que interessa.
O conceito do elemento clássico no turfe, tem uma extensa viabilidade. Não concebo, por exemplo, que um stakes brasileiro, muitos deles nem listados são, deveriam fazer parte do glossário e que um elemento ganhador ou colocado no mesmo, possa ser considerado um elemento clássico. No mínimo deveríamos exigir vitórias em provas graduadas e tão somente algumas colocações, para carimbar o individuo. E lembro a meus navegantes, que o conceito de prova de grupo no Brasil, é por demais relativo. Quantas provas na verdadeira mereceriam este conceito a nível internacional entre nações reconhecidas como do mais alto patamar?
E elevo esta linha de raciocínio a graus superiores. Um grupo 3 em Royal Ascot, pode vir a ser mais importante que a grande maioria de grupos 2, disputados em outros hipódromos ingleses. E exatamente lá uma razão. Lá a água não tenta a se misturar ao óleo, pois, cada um sabe de seu lugar. Derrotas tiram pontos capitais para o futuro no breeding-shed.
Desta forma procuro ter critério em minhas avaliações, dando a Cezar o que é de Cezar. Ademais sabendo desde inicio, que no caso por exemplo das reprodutoras uma boa linha materna funciona mais do que ela possa ter feito em pista. Vide Risota e Eight Carat.
Respeito a quem defende a campsnhs de uma égua como elemento básico na seleção reprodutiva, mas acho raso a linha de raciocínio. Lembram quantos haras no Brasil se utilizavam apenas de éguas clássicas, onde terminaram?