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NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

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HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

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STUD YELLOW RIVER - Criando para correr

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

NA LUPA DO BARONIUS


Bom dia. 2026 já arrancou duro com crises e conflitos para todos os gostos e com a temporada do PSI apenas engatinhando mundo afora resolvi trazer um resumão do que comecei a escrever no dia 7 de setembro de 2025, uma feliz coincidência com a Independência brasileira. Um apanhado para livrar nossos criadores e turfistas de todos os mitos e falsidades que tentam te vender e que só te levam ao lamaçal da ignorância. Então, que esse dia contribua para o início da caminhada, para um conhecimento profundo dos caminhos, para o sucesso na criação do PSI brasileiro e para que sirva de alerta contínuo para os obstáculos gigantescos que nossos bravos criadores enfrentam todos os dias. A tarefa é de Sísifo! A pedra está constantemente descendo a ladeira na direção de nossos haras e pistas, tentando esmagar os esforços individuais de cada criador e proprietário. Buscando amparo em Sócrates, o filósofo (não o meia corintiano), que afirmou humildemente: “Só sei que nada sei. E essa consciência me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa”. Bom, vamos agora abordar as principais ideias que trouxe na série iniciada em setembro.

Começando pela base, nossos produtos vêm de mamães brasileiras e de pais estrangeiros. Essencialmente trocamos a nossa base de importação da Europa para os EUA. Origem maior e mais influente dos garanhões contemporâneos e das poucas importações de matrizes. Os dois grandes faróis entre os criadores brasileiros são Stud Rio Dois Irmãos e Haras Doce Vale. Ambos têm rebanho controlado, manejo nota dez e muito foco no resultado das provas de grupo. Se quiserem aprender com quem já trilhou o caminho do sucesso, fica a dica para estudar e avaliar o que fazem esses dois estabelecimentos baseados em Bagé. Em termos de comparação do desempenho do seu centro criatório, já te digo, para brilhar e ficar acima da média tens que mandar para as pistas 80% da produção. 6 a cada 10 produtos registrados tem que vencer. Almeje que ao menos 1 em cada 10 animais registrados vençam provas de Blacktype (G1, G2, G3 e LR) e ao menos 1 em cada 50 vença prova de G1. Assim teu haras será citado junto com a nata brasileira. Junto dos dois destacados acima, podemos citar Rio Iguassu, Santa Maria de Araras, Cifra, Regina e Santarém. Estes, sem sombra de qualquer dúvida, são os que produzem o melhor resultado ponderado no Brasil.

Entrando na carga genética, temos uma população totalmente alinhada com o que existe de carga de duplicação cruzada no mundo. Sendo que 77% da população brasileira estudada apresentava endogamia (inbreeding) até a quinta geração. Não houve qualquer diferença de desempenho ponderado entre todas as teorias mais esdrúxulas aqui no Brasil. Repito, estatisticamente não há qualquer diferença de desempenho entre as teorias de cruzamento que te vendem como certezas absolutas. O que funciona é ter projeto, convicção no destino traçado, um manejo diferenciado e sorte, muita sorte para que os elos dessa cadeia que vai do pasto ao poste de chegada não se rompam antes do sucesso chegar. O estudo mais completo sobre desempenho em pista do PSI foi realizado por Evelyn Todd e outros, concluindo através da análise do coeficiente de regressão de 5 variáveis (somas ganhas, ganhos por largada, longevidade nas pistas, total de largadas e percentual de vitórias) que animais com menor carga genética apresentaram correlação positiva em todas as variáveis e os que pisaram fundo nas duplicações trazendo muita carga genética em seu sangue desempenharam pior, muito pior. Inspirado em Pirandello, assim é, se lhe parece. Este foi o resumão dos dois primeiros capítulos da minha série sobre “Parâmetros do PSI Brasileiro”. Quem ainda não leu e tiver interesse procure no Ninho do Albatroz. Está tudo lá. No sábado, fomos assistir a um show intimista de Kleiton e Kledir no Cavern Club aqui em São Paulo. Não sou gaúcho, mas sempre fui fã da dupla. E em um determinado momento Kleiton contou que, mesmo já fazendo sucesso, não se deu por satisfeito, foi aprimorar seu conhecimento musical partindo para a Europa, onde, além de mestrado em música, aprendeu francês e hoje ainda faz aulas de inglês. É isso, a roda não para!  

Bom, aguardo vocês para a Live de segunda-feira, onde a insensatez se encontra com a falta de noção. Espero que nossos debates divirtam e entretenham a nossa fiel audiência. Até breve.

Abs, Baronius