Todo aquele que gosta das corridas de cavalos, tem direito a ter uma opinião e eu em certo ponto coloco momentaneamente em risco, uma perfeita opinião sobre a qualidade das corridas de Cidade Jardim. O que o navegante reclama tem um fundo técnico que deve ser respeitado. Mas quando uma filha - do considerado por muitos, catastrófico, Hinton Hills - ganha aos cinco anos uma prova de grupo 2, é hora de se manter antenados, na possibilidade de haver um resquício de podridão no hino da Dinamarca.
Evidente que as duplicações em Special e Be Faithfull, amenizam o nefasto peso da questão e embora muitos não levem em questão, a mãe de La Ilusion, ganhou cinco das 58 carreira que foi obrigada a disputar. Nada convencional, mas creio que pouco racional.
O stud Magia, fez valer a magia que em várias oportunidades demonstrou ter, vencendo o Grande Prêmio Hernani de Azevedo Silva (G2). Lembro aos navegantes, que a quinta mãe de La Ilusion, é a uruguaia, A Tempo, um filha de Aurreco que vi correr, e que em 26 tentativas, ganhou nove com um total de 14 segundas e terceiras colocações. A resistência física talvez possa vir dai...
Vi A Tempo correr e ganhar grupo 2, no inicio dos ano 70 - o que prova minha idade - e sei que geração após geração, a qualidade desta linha foi perdendo parte de sua força original. Logo, a queda do nível clássico das corridas em São Paulo, quando a criação paranaense não comparece, visivelmente decai. Isto não faz os criadores paulistas menores, mas quando haras conceituados como o Figueira do Lago e o São Pedro do Alto, decidem a correr na Gávea em detrimento de fazê-lo em Cidade Jardim, é porque a coisa realmente se deteriorou.
O bom cavalo, é bom cavalo, aonde correr, mas há de se convir, que os proprietários e criadores, tendem a optar por quem estiver dando os melhores prêmios e preferencialmente a quem os estiver pagando...
Entendo a revolta do navegante, mas espero que os jovens que permaneceram no turfe paulista, resgatem a qualidade do turfe paulistano, hoje um pouco absorta na obscuridade.