Fui acusado de apático, por economizar em adjetivos. Será ?
Tenho muito cuidado com as palavras usadas para classificar um cavalo de corrida. Quero deixar claro que os classifico, mas não os comparo. Classificar é determinar o patamar a que um cavalo - em, sua opinião - pertence. Por isto tenho igual cuidado em fazê-lo.
Realmente preocupa-me ver um bom cavalo vencer um grupo 1 - muitas vezes depauperado em seu campo - e imediatamente chegar alguém e o nomina como o pico das galáxias. Porque preocupa-me? Pois fica impossível de nominar algo superior como um Frankel e um Flightline, não acham ?
Logo, todo cuidado é pouco com o que se diz e mais ainda com que se escreve. Não se trata de excesso de cuidado e sim consciência profissional. Querem um exemplo ? Field of Gold, pintou a máquina das máquinaS e o que se viu ?Um declínio pouco natural em um cavalo que parecia ser indiscutível. Em compensação City of Troy fracassou nos Guineas e voltou ganhando o Derby e desbancando a segui no Juddmonte International, a nada mais nada menos a aquele, que foi eleito, no ano seguinte, o Cartier Horse of the Year.
Evidente que um proprietário brasileiro pode querer que um cavalo seu colocado no mesmo patamar que um Bal a Bali. E aí eu pergunto, quantos pertencem ao mesmo patamar do quádruplo coroado brasileiro? Penso que poucos.
