Não faz sentido haver dois hipódromos numa mesma rua, a 10 quilômetros um do outro. Isto foi dito em outras palavras pelo Edson Alexandre, ao tomar conhecimento do fechamento de Aqueduct. Já tinha visto isto acontecer no sul da Florida com Gulfstream e agora os já desaparecidos Calder e Hialeah.
Moro no vigésimo andar de um edifício, muito cerca de Gulfstream Park, e de minha sala posso ainda ver onde um dia sitiou-se Calder. Logo bastante semelhante a situação de New York. Outrossim, alguém tem que se responsabilizar com o verão que no sul da Flórida é alarmante e com o inverno, que em New York é tétrico. Ter corridas nestes períodos é contraproducente, mas não te-las, pior ainda.
Treinadores, jockeys e os próprios cavalos, tem que sobreviver e sabemos que apenas uma parcela diminuta deles, podem se dar ao luxo de se manter producentes nos meetings, que realmente valem a pena.
Outra das coisas que o Edson afirma e que causa certo constrangimento entre os mais puristas, é este quadro criado de ser muito duro se treinar em Curitiba e correr no Rio de Janeiro é maximizado ao extremo. Concordo que em Cidade Jardim, o processo se torna mais simples. Porém a eficacibilidade do mesmo, pode ser atingida por talento e total atenção ao detalhe. Ou será que o treinador de Forever Young tem uma varinha mágica?
Tudo hoje é uma perfeita sincronização entre talento e tecnologia. Ambas tem que correr juntas, para que a empreitada tenha a mínima chance de sucesso. Se assim não o fosse os cavalos sediados no hipódromo da Gávea, levariam ampla vantagem sobre os treinados na serra carioca.
Apenas para a reflexão: alguém perguntou ao cavalo o que é melhor pra ele ? Se alguém o fez, buzine...
