É obrigação de um analista, detectar o fato e disseca-lo de um forma honesta, sem bairrismo ou pré-escolhas pessoais. Pois bem, tentei fazer isto desde o inicio de minha participação pública para com a atividade e a prova inconteste que tenha conseguido, é ter espaço e audiência até os dias de hoje. Acreditem, não é nada simples, consegui-lo.
Corri o Brasil, para conhecer nossa criação. Penso que talvez só tenha faltado o Maranguape em Paulista no Estado de Pernambuco, de propriedade de Frederico Ludgren que nos brindou com o primeiro ganhador de nossa prova de maior vulto, o Grande Prêmio Brasil, obtido através do tordilho Mossoró. Assim sendo, tenho rodagem.
Visitei em uma oportunidade o haras Guanabara em Bananal e posso garantir que todo o seu sucesso deve-se ao alto gabarito de sua genética, associado ao talento da família Seabra em tratar-la. Nada mais do que isto, como no caso do Mondesir, que chegou a criar em São Paulo, grandes cavalos entre os quais o importado no entre, o também tordilho e tríplice coroado Quiproquó.
E exatamente ai que a porca entorta seu rabo. Se não vejamos. Num país onde a escassez de grandes palheiros tordilhos é facilmente constatada, os poucos que sobrm, quando brilham, simplesmente reluzem ! Ou estarei escorregando, mais uma vez no quiabo ? Desculpem mas não estou, afinal Old Master é quádruplo coroado carioca e Quari Bravo, paulista.
E o que dizer de Spring Love e Estrela Monarchos, ganhadoras do Brasil das éguas. a primeira em Cidade Jardim, e a segunda na Gávea. Lembram do milheiro sensacional que foi Lucarno José e Expedictus ? E o que dizer dos Derby winners Ever Ready e Funny Boy, ambos vindos deste mesmo centro criatório?
Chubasco, foi um dos melhores dois anos que vi correr, filho de Don Bolinha e Fifia. E a coisa vai por ai adentro. Tenho que um dia estudar mais a história do tordilho no Brasil, pois acredito que há panos para as mangas...