Quando algo que foi importante um dia, cai no desagrado de um mercado fértil e rico, como o do futebol, os defensores do mesmo - o algo que foi importante um dia - apelam para a manutenção do charme, como apelo por sua não extinção. Charme ? O que o charme tem haver com isto?
Os campeonatos estaduais de futebol, são hoje algo que ninguém mais aceita, contudo os saudosistas apelam para o charme. Qual o charme de um campeonato incapaz de manter clubes como São Cristovão- e Canto do Rio, vivos? De angariar torcedores como um dia o grande América o fez? Qual o valor de se ganhar em Moça Bonita com 45% na testa? Pois bem, qual o charme de torcer hoje para um Bangu ?
O mesmo está se verificando no turfe. O charme que foi um dia, Cidade Jardim. Porque foi e deixou de ser, tem que ser substituído por eficácia. Está na cara que as SAFS tem salvo alguns times de futebol. Diria apenas, que a coisa só acontece com as bem intencionadas. O Botafogo por exemplo ganhou uma Libertadores e um Nacional, pouco anos depois, de quase ter suas portas fechadas. Mas pouco a pouco está voltando a cometer os mesmos erros. Hoje Bragantino, Fortaleza e Bahia, parecem caminhar na direção certa.
Trazendo a situação do futebol ao turfe, o que foi feito por um grupo de criadores paranaenses no Tarumã, foi praticamente milagroso, mas mesmo assim, as corridas no hipódromo de Curitiba, não chegaram ao volume e a constância de outrora. E porque em Maronas, sim? Codere ! Mas como se na Gávea, esta mesma empresa não vingou?
Cada caso é um caso e o meu entender em Cidade Jardim, caberia uma SAT. Uma Sociedade Associativa de Turfe, que visasse ganhar dinheiro. Se existem leitores que discordem e tenham outras idéias, que as exprimam. Precisamos de uma movimentação no mercado, para que o turfe paulista seja salvo. Deixemos o retrocesso que um bairrismo sempre causa. Arregacemos as mangas e enfrentemos o problema de frente, em revanchismo e excesso de charme...