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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

PAPO DE BOTEQUIM. VOCÊS ACHAVAM QUE IAM SE LIVRAR DE MIM ?

Não foram poucos, os que estranharam eu me referir ao cavalo brasileiro como superior no atual momento vivido na América do Sul, levando-se o fato de dois deles terem vencido as quatro mais importantes carreiras de nosso curricular calendário: o Pellegrini, o Latino, o Brasil e o Ramirez.

Arriscaria inclusive manter esta minha opinião nesta ordem de grandeza. Foi nesta live do Ninho do Albatroz de segunda-feira. Agora o que pasma-me é não ter sentido a mesma surpresa da parte destes muitos, para com o fato inusitado de, de repente o Brasil ter se tornado o cento gravitacional cinematográfico mundial, com as vitórias recentemente conseguidas por dois filmes brasileiros, montados por direções e produções de esquerda sobre o que aconteceu em nosso país, nos anos 70. Foi o que se viu nas últimas versões do Oscar e do Globo de Ouro.

Sei que no caso animal, estou me referindo a provas de alento, onde a estamina fala mais alto, o que nos beneficia, pois, na eterna luta de mantermo-nos em voga, tivemos que apelar para a importação de ganhadores de provas de fundo, tipo Waldmeister, Henri le Balafré e outros considerados até galopadores como Sulamani, Nedawi e Drosselmeyer.

A Argentina, que desde aa importações levadas a efeito pelo La Quebrada de Solazo e Make Tracks, e posteriormente pelo Ojo de Agua com Good Manners, modificaram de forma mais do que significativa o perfil aptitudinal do cavalo local, de duros elementos staminados, para brilhantes milheiros e de meio fundo. Internacionalmente esta mudança de perfil, auxiliou em muito a exportação do coetâneo do país vizinho, mas igualmente eliminou seu domínio até então acachapante em provas de distâncias clássica, pelo continente.

Quando o cobertor é curto, alguma parte do corpo ficará sujeita as  intempéries inerentes ao meio ambiente. Sei que sou da antiga, dado a idolatrar cavalos de 2,400 metros. Aprendi  a dar valor aos mesmos, num momento de crescimento intelectual particular, onde o Derby e a Oaks winneer, prevaleciam ao gosto popular. Tasio assim pensava e desta forma Taylor foi capaz de erigir Northern Dancer, dentro de um quadrado perfeitamente  emoldurado por um garanhão produto de cruzamento Nearco x Hyperion (Tesio x Lord Derby) numa égua Native Dancer x Mahmoud (Vanderbilt x Aga Khan), capaz de modificar modelo do moderno cavalo internacional.

Detalhe, Northern Dancer não venceu na milha e meia, mas mesmo assim tornou-se um insone na produção de elementos para esta distância, mas isto é assunto para outra hora.