Falei também que o Estrela Nova e o Belmont, criadores dos dois primeiros vencedores das provas que dão início as tríplices coroas cariocas, são do mesmo nível, dos dois anteriormente citados. Logo, não é exagero meu levar adiante a apelidada Caravana da Albatroz e me dar ao luxo de visitar dezenas de Haras no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo, num sistema oneroso, cansativo, mas no final revigorante. Esta foi a formula que encontrei de examinar as gerações que serão colocadas a venda.
Vou fazê-lo este ano por mais uma vez, talvez a última, pois, cada dia afeiçoo-me mais por minha praia...
Desculpem aqueles que me acham um sonhador, mas o criador brasileiro, pouco ou nada deve, aos criadores do hemisfério norte. Se levarmos em consideração a diferença genética de material existente entre o que os criadores norte-americanos e europeus tem em mãos, e o que temos acesso no Brasil, creio que possuímos mais valor do que crédito.
Cavalos nacionais que selecionei tipo Much Better, Einstein, Hard Buck, Gloria de Campeão e outros, nada deviam aos coetâneos do outro hemisfério, e foram lá enfrenta-los, tendo que se adaptar e obtendo grandes atuações. Não fizeram feio. Não os considero inferiores a Cara Rafaela e Da Hoss, por mim igualmente selecionados.
Temos que prestigiar nossos leilões, apenas alerto que a grande maioria dos animais, devem ser examinados em seus habitats naturais, antes que sejam preparados para as vendas, pois, ai a maquiagem pode vir a falar mais alto. E aqui entre nós prefiro Bagé a Orlando...
