Nosso Papo de Botequim de hoje tenderá a seguir o regimento da coluna Será Que ? E há uma razão mais do que plausível. Será que nós estamos sendo privilegiadas testemunhas oculares da história de um cavalo que representa, o que um dia representou Eclipse, St. Simon e Ribot, nos três séculos anteriores ? Estaríamos tendo a dádiva de viver estes momentos únicos que acontecem um vez apenas por século assistindo a algo sobrenatural superior até a Frankel ?
Sei que existe uma mudança na forma de ser e pensar, de qualquer estudioso do que quer que seja, ao envelhecer. Normalmente tornamo-nos ranzinzas, teimosos, cheios de manias e cada vez mais críticos de uma situação. É aquela fase negacionista de que tudo que testemunhou no passado lhe parece melhor. MAIS FIDEDIGNO. Outrossim, o caso de Forever Young, me parece sutil, porque embarca num setor mais recente: o do translado. O cavalo japonês atravessa o mundo, correndo duas a três vezes ao ano e passa a ser o recordista mundial de somas ganhas com apenas 14 corridas, transformadas em 11 vitórias e três terceiros lugares altamente significativos, do quilate de, num Kentucky Derby - onde em consiste normais deveria ter ganho - de uma Breeders Cup Classic e de uma Dubai World Cup. Resumindo, só pedreira !
Por isto não quiz ser ranzinza, teimoso ou memo severamente critico, quando achei que o titulo de Horse of the Year, outorgado da temporada do ano passada norte-americana a Sovereignty e não a ele, embora o descendente de Sunday Silence, só tenha vindo a correr em uma oportunidade nas terras so Tio Sam.
Nysos, era o contendor visto pelos críticos norte-americanos, como talvez o três anos de maior relevo a se defrontar com o quase tríplice coroado. Infelizmente este desafio nunca foi realizado. E este mesmo Nysos chegou perto de Forever Young na Saudi Cup - embora a meu ver nunca demonstrando poder ser capaz de suplanta-lo.
Eu teria dado o titulo a Forever Young, não apenas o de Champion Older Horse. E a Sovereignty apenas o de Champion 3yO. Mas Sovereignty tera a chance de provar que estou errado e quem sabe em Dubai, que tem um reta longa...
