Mas muito poucos serão capazes de comer no chão...
Nem sempre uma análise genética correta o leva a uma concreta solução. Ela cria parâmetros, mas não lhe garantirá sucesso absoluto. Vide irmãos inteiros, nascidos de um mesmo cruzamento. Much Better teve três irmãs inteiras e nenhuma delas realmente disse ao que veio...
Logo, penso que afinidades seja um termo mais correto de ser usado, do que propriamente nicks, embora aceite que quando pai e avô materno se replicam numa formula de sucesso, pelos tem o direito de eriçarem-se a altura do pescoço e as mais diversas nomeclaturas venham a ser utilizadas. Alguém, em sã consciência, duvidou do poder de um cruzamento Nasrullah x Princequllo, ou de um Sadler´s Wells x Danehill ?
Acredito mais em imbreeds como indutor de uma melhoria substancial na qualidade de um pedigree. Trata-se de uma opção particular. Mas como assim posso pensar, se os dois melhores cavalos que selecionei em minha vida profissional eram de pedigrees abertos até a quinta geração. Alguém duvidaria da qualidade genuína de Much Better e Einstein ?
Não existe uma receita de sucesso em se tratando de criação de cavalos de corrida. Oxalá, houvesse se bem que a incidência de empates iria irritar a muitos... Mas da mesma forma que Papai Noel e a nobreza da alma do Lula, são produtos de total ficção, o pedigree perfeito ainda está por existir.
Não acredito também, que por só tratar-se de um elemento conceituado em pista, faça de um égua, uma séria candidata ao sucesso no breeding-shed. Zenyatta é o mais recente exemplo, assim como aquele qu Dettori elegeu como o melhor cavalo que montou em vida, Golden Horn, também não o foi. E o que dizer de Much Better e Sandpit, fisicamente dois cracks de exceção ?
A seleção de um elemento para pista, requer sentimento e conhecimento. Agora dobre a pressão, em se tratando de um elemento a ser utilizado na reprodução. 99% das éguas são levadas ao breeding-shed, sejam elas não corridas, matungas ou fora de série. E qualquer que seja o parâmetro da escolha, de maneira algum existira uma certeza de sucesso. Risota foi acusada de ser incapaz de ganhar da ambulância, enquanto Indian Hope foi uma craque na expressão da palavra. Vejam o que ambas produziram?
No entanto, 70% dos reprodutores a ter acesso ao breeding-shed , demonstraram algo de positivo em pista. Isto garantirá que um que não tenha demonstrado algo de positivo, ou mesmo que não tenha corrido, não poderá revelar-se algo de extraordinário em termos reprodutivos. Não serei eu a tentar provar este ponto de vista...
Beleza não põe a mesa, mas você está apto a fazer suas refeições no assoalho ?
Desde os primórdios desta atividade que aos melhores em pista, são dadas as maiores chances reprodutivas. Logo, pista é um fator importante para a futura exploração do breedingg-shed, pelo menos entre os machos.
Espero ter respondido a pergunta do navegante que está propenso a utilizar-se um reprodutor que não demonstrou em pista o que dele era esperado, mas de pedigree e fisico, - segundo ele - irretocáveis.