Sou bastante antigo. Ainda do tempo que imaginar correr-se um craque no Oriente, seria visto como uma blasfêmia. Pois é, deixou de ser, pois quando uma bolsa é instituída com milhões de dólares, corre-se até na Conchinchina...
E depois, que os transportes se modernizaram, até Dubai é logo ali...
Provas como esta e a Saudi Cup, - com maior ainda dotação - podem não enriquecer o currículo de um cavalo de corrida, mas certamente contribuem positivamente para os bolsos de seus proprietários.
Pois bem, estive presente nas três primeiras versões e vi Cigar, Singspiel e Silver Charm confirmarem seus respectivos favoritismos. Estive presente também com Tignon Boy que mancou pela manhã da carreira e quando Gloria de Campeão foi segundo colocado, no ano anterior ao que ganhou e não compareci.
E como estar numa Copa do Mundo da FIFA.
Confesso que sinto maior motivação pelo Arco ou pelo King George, outrossim, o coração igualmente quase lhe sai pela boca, quando as portas do starting-gate se abrem. Melhor dizendo, uma Dubai World Cup não faz mal a ninguém...
A chamada Dubai Cup, é na verdade um festival hoje constituído por nove provas, sendo oito graduadas para elementos da raça thoroughbred, criado no final do século passado pela família Maktoun. Festival este que verdadeiramente, colocou Dubai, no mapa internacional de turismo.
A prova principal disputado no dirt, como forms de atrair o mercado norte-americano, já chegou a ser, a maior premiação do planeta, hoje ultrpassada pela recente montada Saudi Cup. Muitos foram os grandes cavalos que desfrutaram de suas benesses, inclusive um de origem nacional. E este ano, contava com a presença de um total de três considerados fora da curva, favoritos nas suas três principais carreiras do programa: Na Turf, Ombudsman, na Sheema Clasic a Calandagan e na World Cup a Forever Young.
A despeito da longa inatividade, Ombusdsman, confirmou sua supremacia contra um grupo fraco de concorrentes, demonstrando - pelo menos por parte e seu jockey - muito tato e cuidado de só vir nos metros derradeiros da prova. Calandagan, por sua vez, ganhou, como num walkover. Mas Forever Young, não passou de uma segunda colocação para Magnitude, um ganhador de 7 em 13, com especial destaque para os Derbies de Iowa e Pennsylvania.
Treinado por aquele que para mim, demonstra ser um preparador pouco convincente, Steve Assumissem, Magnitude o fez de fio a pavio, dando oportunidade ao grande favorito, a chance de ser suplantado por toda longa reta de Meydan. Outrossim, apenas nos 50 metros finais a distância veio a ser ligeiramente diminuída. Nada qu o poupasse.
O que houve com Forever Young ? Não sei se correu menos ou foi superado por alguém que naquele exato momento chegara ao pico de sua forma. O certo é que mais uma vez, mostrou-se ENORME.