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quarta-feira, 4 de março de 2026

PAPO DE BOTEQUIM. SERIA UMA QUESTÃO DE SORTE

Perguntaram-me recentemente se tive dias ruins no turfe e creio que seja licito dizer que tive, mas em número muito inferior aos bons dias que usufrui. E com isto não estou querendo valorizar a questão pessoal ou dourar demasiadamente a pílula. Todavia, a gente faz um balanço rápido e chega imediatamente a esta conclusão.

Dos dias ruins, um que me vem imediatamente a cabeça, foi o do Arco de Sassafras, onde fiz um esforço sobre humano para comparecer, aquele que seria um dia histórico, e vi entristecido Nijinsky ser batido e perder assim não só uma invencibilidade de 11 carreiras, bem como a certeza de ser o cavalo do século. Era a data certa. Em campo o ganhador do derby inglês enfrentando o vencedor do Derby francês. De um lado o melhor jockey do turfe britânico, Lester Piggott, do outro do turfe francês, Yves de Saint-Martin. O que mais que um guri de recém feito 20 anos, estar presente naquele cenário participando do mesmo. Mas quiz o destino que Piggott jogasse a corrida fora e o pior de tudo, inicialmente acusado de total displicência e com o passar dos dias de estar comprometido com um bookmaker londrino, cujo interesse numa derrota do até então tríplice coroado invicto, enriqueceriam quem quer que estivesse envolvido na possível falcatrua.

Entrevistei Vincente O´Brien em duas oportunidades e em ambas limitou-se a culpar o excesso de confiança de Piggott, que segundo o experiente treinador, nem deu bola as instruções que lhe eram npassadas no paddock de Longchamp.

Oito anos depois, em outro esforço hercúleo para igualmente estar presente, desta feita em Belmont Park, vi o tríplice coroado Seattle Slew humilhar a outro tríplice coroado Affirmed, e perder para Exceller, a Jockey Club Gold Cuop. Seria meu um open frio ?

Duas derrotas de Much Better ambas em 1993, uma para Villach King no Brasil e a outra para o peruanos Laredo no Pellegrini, completaram meu quadro de desgraças. Com as vitórias nestas duas carreiras, Much Better teria 9 vitórias de graduação máxima e seria o cavalo brasileiro de maior número de triunfos nesta  gradução. Ainda o é, apenas que empatado com o quáduplo coroado Bal a Bali. 

Logo, não há o que choramingar. iFui tremendamente feliz em ver cavalos que de alguma maneira fiz parte, ganharem provas internacionais do quilate do Santa Anita Handicap, maus de uma vez da Breeders Cup Mile, da Dubai World Cup, em dois 25 de Mayos, em Pellegrinis, Latinos, Brasil e São Paulo e ser segundo no King George e na Juvenile Fillies. Não tenho o que reclamar ainda mais que quanto minha vista se mostra mais cansada, mais coisas ela consegue discernir em minhas inspeções.