Evidentemente que fazemos parte de uma nação que em momento algum, sequer esboçou o mínimo desejo de dar certo. Somos o pais, do deixe comigo e principalmente de o levar vantagem em tudo. Imaginem como isto reflete em nosso turfe ? Algo que por natureza já o é tremendamente competitivo.
O desempenho com o encantamento das possibilidades infinitas, simplesmente reverbera no ar. Acreditamos que tudo podemos e nada de pior nos vai acontecer. Ledo engano. A primeira queda está por vir ao dobrar a primeira esquina e a taxa de desistência se torna coletiva, principalmente levando-se em consideração que o amor pela atividade, dificilmente passará de pai para filho, na grande maioria dos casos.
Você ver um Fronteira, um Estrela Nova, e outros muito poucos, conseguirem sobreviver por três gerações consecutivas, torna-se cada vez mais raro. Então como transportar este sentimento em culto as tribos patriarcais e linhas maternas, que necessitam de um "esforço familiar", para simplesmente sub existir ?
Por onde passei e ainda estou passando, ouvi reclamações sobre para onde está se encaminhando a nossa atividade, mas o que vi nestas duas últimas vendas - com a inexistência ainda dos haras mais bem sucedidos no mercado - foram preços que não coadunam com os prêmios oferecidos pelos nossos hipódromos. Não seria um situação alarmante ??? Ou espera-se que a grande maioria seja portada após os primeiros sucessos em pista ???
Creio que isto não sinais evidentes de um encantamento das possibilidades infinitas. Ou serei eu que com o meu ceticismo aparente, estou escorregando no quiabo ???
Temos duas, das quatro forças necessárias para se ir diante nesta atividade, os campos e a mão de obra especializada, tanto dentro como fora das pistas. No entanto ainda engatinhamos na genética e certamente nos arrastamos com a organização das corridas, pelo simples fato da ausência onde publico.
Detectada a causa, que tal combatermos o efeito ?