Zé do Ouro é ou era, - já que de há muito perdi seu contato, uma figura impar dentro do cenário carioca, principalmente no tocante ao turfe e ao futebol. Não tinha papas na língua, e para ele toda história era uma faca de dois legumes !
Imagino eu o que estaria dizendo depois de assistir as carreiras deste fim de semana. Em Hong Kong, Ka Ying Rising, Romantc Warrior e My Wish confirmando seus favoritismos nas três provas de graduação máxima locais. Na França, a volta auspiciosa do ganhador do Arco Dariz, no Ganay (G1), enquanto em Monterrico no Peru, um Latino inexpressivo e cercado de nacionalismos exacerbados.
Sim, vi pela televisão a um espetáculo pouco ou nada profissional, em Lima, principalmente orquestrado pelos responsáveis pelas imagens, que tinham nas torcidas e no publico em geral, o principal foco de suas atenções. Ao contrário das outras transmissões internacionais no paddock o que era impossível de se ver, eram os cavalos que competiriam minutos a seguir. Banda de música, muitas bandeiras dos países participantes e um ufanismo generalizado. Bem ao estilo hemisfério sul.. Realmente nós designados a nascer na parte inferior da esfera terrestre, pagamos o mico, como diria o Zé do Ouro.
O Latino, que um dia foi de grande valia, hoje se arrasta na poeira do nada. Nada contra os dois representantes nacionais, mas não os consigo ver como fidedignos representantes de nossa criação. Pena que Obataye e Moreira, não estivessem prontos para nos representar, assim como os representantes, tanto da Argentina quanto do Chile, este últimoque ganhou por trazer pelo menos um representante do médio clero.
Olhando o potencial da criação do Brasil, onde Much Better, o único representante nacional a vencer dois latinos, e também ser ele juntamente com Bal a Bali, os únicos a terem vencido sete provas de graduação máxima, seguidos de Falcon Jet com seis e Obataye com cinco. Estes seriam lidamos representantes.
Mas o que fazer, a não ser tratar a questão como um faca de dois legumes?
