Que fique aqui bastante claro entre nós e assim ninguém nos escute, mas você acha normal que nestes últimos 30 anos, um treinador tenha ganho, impunemente, nada menos que 18 versões do Derby do pais em que milita profissionalmente ? E que destas conquistas algumas foram conseguidas em anos que seus pupilos foram capazes de fazer não só primeiro, como segundo e terceiro ? Repito, você acha isto normal ?
Eu não.
Desculpem-me, mas turfe não é que nem futebol em que o Bayern de Munique, ano sim, ano não, leva o titulo para casa. Ou pelo menos não deveria ser, mas pouco a pouco vai se tornando um clube do bolinha para quatro - no máximo cinco - protetorados europeus: Coolmore, Godolphin, Khan, Juddmonte e Shadwell. È possível se competir com os mesmos em igualdade de posições ?
Começo a duvidar.
Passamos os tempos de Tesio, Boussac e Lord Derby, elementos que nitidamente dominaram as ações na primeira parte do século passado. Muita gente entrou na atividade e diluiu por alguns anos este poderio. Contudo, de duas décadas para cá, parece que as coisas começam a se alinhar novamente, na direção de poucos. E isto contando que três destes protetorados recentemente perderam seus mentores e hoje são gerenciados por filhas dos mesmos.
Inacreditável, porém real.
Pouco a pouco as grandes provas passam a ser domínio de uns poucos e as tribos destinadas a um número menor ainda de criadores, com acesso as mesmas. Onde isto nso levará? Hoje vejo a insanidade que cometi ao levar Hard Buck a correr o King George. Ou seria ele uma exceção a regra ? Sendo a regra algo como Enable ?
São fatos a serem levados em consideração.
