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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

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STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes

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sábado, 27 de junho de 2026

PAPO DE BOTEQUIM: CACHORRO MAGRO

Cachorro magro, também rói osso.

Ordenadamente e com o passar das décadas, tribos vão se proliferando e desaparecendo, uma a uma, dos segmentos altos dos novos ganhadores de grupo nos diversos lugares, onde estas carreiras são disputadas. Trata-se da lei natural das coisas, onde dominâncias tendem a sobreviver, enquanto dominados são convidados a participar em outras linhas do pedigree. Alguém avista com facilidade um St. Simon ou um Hyperion nos dias de hoje ?

Todavia algumas tribos sobrevivem em determinadas condições que lhes são úteis. Os Hail to Reasons, por exemplo, ainda resistem bravamente no Japão, acionados que foram positivamente por Sunday Silence e filhos de Roberto, enquanto o outro Turn-To, Sir Ivor, ainda apresenta resquícios de sobrevivência na Oceania. Trazidos, anos depois, duas ou três gerações modificados nestes citados centros, passam a categoria de dominantes em territórios que seus avós foram dominados, décadas antes. Como explicar ? Readaptação ao meio ambiente. E o ciclo continua...

Apenas Northern Dancer em maior escala e Mr. Prospector, parecem atualmente viver com a força necessária de perdurar mundialmente, nos quatro cantos deste planeta. Os Nasrullahs lutam bravamente nos Estados Unidos, terra que um dia pertenceu a si e a Man O´War, mas os últimos parecem ter seus dias contados, no cenário plural. O que fazer ? Chorar com a morte da bezerra ?

No Brasil, linhas aleatórias conseguiram sobreviver, já que por razões financeiras, trouxemos cavalos de melhor desenvolvimento em pista, pertencentes a segmentos que europeus e norte-americanos , desprezavam. Os Hurry Ons, os Mahmouds, os Tourbillons, os Lyphards... Outrossim, através do tempo, elas não conseguiram vingar e permanecerem vivas, no breeding-shed, por mais de uma geração. É o preço que se paga, por nadar contra a maré.

Como fazer filhos de Baynoun e Henri le Balafre, perdurarem no cenário internacional ? Logo, temos que seguir as correntezas.

Como voltar o leme, de nossa embarcação, na direção daquilo que parece ter dado certo nos centros mais desenvolvidos ? Sangarius me pareceu o ato mais prudente dentro desta linha de raciocínio. Porvem de dominâncias em ambas linhas principais, a paterna e a materna.  Por linhas tortas, lembro que Drosselmeyer e descendentes de Buckpasser, do tipo Spend a Buck - depois de fracassados em seus mercados de origem - também.

Recentemente trouxemos uma leva de reprodutores baseados em cavalos médios em pistas, de linhas atuantes no mercado internacional e penso ser uma atitude concebível de sucesso. Ganhadores de grupo filhos de Into Mischief, Dubawi, Not This Time, Tapit, Kingman tendem a regenerar as aptidões de nossos corredores em pista.  A chance de perpetua-los, indubitavelmente é maior. Se pelo menos um deles vir a furar a bolha, penso ser possível nosso cachorro magro, passar também a roer o osso.

Parabéns, aos que encabeçaram estas novas iniciativas. O passo seguinte é a partir do ano que vem - esperamos sob nova administração - que derrubemos estas irreais taxas de importação e renovemos também nosso estoque de matrizes.