Tive o privilégio de participar da última edição do King George VI & Queen Elizabeth Stakes (Gr.1) de Ascot, com o cavalo brasileiro chamado Hard Buck. Fomos segundo. Se ganhasse, ele seria o primeiro cavalo treinado nos Estados Unidos a ganhar prova de grupo em prado Europeu. Mas, como consolo, posso pelo menos dizer que ele se provou na mesma pista e nas mesmas condições que outros como Sea-Bird, Ribot, Nijinsky, Dancing Brave e por ai vai. Coisa que não pode ser hoje repetida, por aqueles que disputam esta importantíssima carreira.
Ascot mudou, não só suas dependências, como também sua pista. Logo, é outro ball game. Mas a significância da prova continua. Para mim, ela e o Arco, são as duas provas que o levam ao Olimpo, sem escalas.
Por sua vez, não me parecia o campo de um King George VI & Queen Elizabeth Stakes (Gr.1) dos meus sonhos. Era reduzido em número e em qualidade. Apenas cinco participantes e tão somente dois champions. Mas mesmo assim, tem aquela responsabilidade clássica que grandes carreiras como esta carregam consigo. Um verdadeiro compromisso para com a classe. A classe que leva criadores a investir em seus rebanhos e produções futuras.
A começar do impressionante ganhador de Royal Ascot Nathaniel, um filho de Galileo que teve que ser suplementado em 75,000 libras - cerca de US$120,000 - para a prova em questão. Nunca imaginei que, nas atuais condições em que são corridas estas duas carreiras, um ganhador do King Edward VII Stakes (Gr.2) pudesse a chegar a ser favorito como, este pupilo de John Gosden e Lady Rothschild, Nathaniel. Principalmente um como ele, que o tenta fazer no mesmo ano. Desde 1978, que ninguém fora capaz de ganhar estas duas provas em uma mesma temporada. O ganhador desta feita fora Ile de Bourbon. Houveram sim neste período dos 22 anos seguintes mais dois ganhadores, Ela-Mana-Mou em 1979 e Pentire em 1995, que ganharam o King George aos quatro anos, um ano depois de terem ganho o King Edward VII aos três. Mas como tudo na vida, sempre haverá a chance de uma primeira vez. E nunca esta esteve tão próxima.
Devo confessar que o fato dele ser um Galileo em mãe Silver Hawk, descendente direto de uma linha que este ano não está perdoando uma sequer, a 9-f, pesa em minha concepção da carreira. E vou mais longe. Pesa muito! Existem ainda outros fatores neste pedigree, que me fazem crer, ser um elemento que ainda terá mais para dar, do que apresentara até o presente momento. Imbreed em Nearctic, Hail to Reason, Native Dancer e Nearco,Nathaniel possui a duplicação do nick filho de Nearctic em mãe Native Dancer e ainda por cima, por seus dois mais prodigiosos descendentes, Northern Dancer e Icecapade. Mas 12 pounds pelo peso por idade, era uma ajuda de suma importância.
Outrossim, existiam mais quatro pretendentes. E cavalos de alto calibre. Principalmente com a confirmação da chuva esperada para a região de Ascot, às vésperas da carreira. Ela veio e com ela a confirmação do favoritismo de um ganhador do Arco. Pois, nestas condições o champion 3yo Workforce Tinha que ser considerado o cavalo a se bater. Seu treinador Michael Stoute é o ganhador das duas últimas versões com Conduit e Harbinger. Porém, Workforce, que a seu tempo ganhou o Derby e o Arco, fracassou nesta mesma prova em 2010, mas mesmo que tivesse corrido a sua corrida naquela tarde, de maneira alguma viria a bater a seu companheiro de barn, Harbinger.
Workforce não aguentou nos 2,000 metros do Eclipse Stakes (Gr.1) de Sandown, a força do neo-zelandes So You Think, para mim um especialista nesta distância e que com sua não inscrição na carreira, apenas me faz crer que seja a opinião também de suas conexões. Mas nesta mesma distância e hipódromo ele venceu o Brigadier Gerard Stakes (Gr.3) em companhia bem mais amena. Trazido a sua distância predileta deve exercer sua qualidade, embora o fator estado da pista seja um atenuante. Rasmussen Factor em Special e descendente direto de Pretty Polly, este neto materno de Sadlers Wells, tem pedigree e classe suficientes para chegar lá. Ainda mais que as condições em que se encontrava a pista, lhe agradavam sobremaneira.
Aiden O'Brien que preferiu correr Seville no Grand Prix de Paris - prova em que terminou na segunda colocação -poderia estar sendo considerado a pé. Mas creiam Ballydoyle nunca está a pé. Eles sempre têm um coringa debaixo da manga. Para esta carreira o coringa era o champion 2yo St. Nicholas Abbey que embora não tenha provado ser o mesmo cavalo que pintou ser quando surgiu aos 2 anos de idade, não poderia ser considerado um competidor qualquer. Ainda mais que um craque é um craque e quando menos se espera, ele se lembra do que foi e acaba voltando a ser.
Rewilding, que bateu ao neo-zelandes So You Think, no Prince of Wales Stakes (Gr.1), tem sempre que ser considerado um cavalo perigoso. Ele provou naquela carreira que atingira outro patamar e vem com um pacemaker de estilo, Debussy. Ainda mais que Dettori estava em gear, principalmente depois de extraordinária atuação no Irish Oaks, na semana anterior, assim como o team Godolphin, que depois de ganhar esta prova por três anos consecutivos, 1997 e 1998 com Swain, 1999 com Daylami e anos depois em 2004 com Doyen - sobre Hard Buck -, estão meio sedentos... E isto, numa hora como esta, conta e conta muito!
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo
HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira
HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...
HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS
HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade
HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO
STUD MY HERO DAD - Summerset
STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes
JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO