HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

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NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS RIO IGUASSU

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

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HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

STUD MY HERO DAD - Summerset

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STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

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sábado, 23 de novembro de 2013

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: QUANDO OS PATOS DEIXAM DE VIR AO SOLO

Seria criar cavalos de corrida um bom negócio?

Eu acredito que sim, se a idéia primordial for criar aquilo que seria impossível de se adquirir de outros. Explico-me. Você adquire uma égua de ótimo padrão, - seja o critério que for seu pessoal utilizado - e a cobre com um reprodutor que está quente. E quente para mim, é aquele cujos filhos em pista estão demonstrando uma classe superior, ou um ainda inédito no qual você deposita muitas esperanças. Se o produto nascer normal, sempre haveria a possibilidade de talvez, se levado a venda por outrem, não lhe fosse acessível financeiramente. Assim, este a meu ver, deveria ser o espirito.  

Outrossim, o simples fato de criar, o que quer que seja, já é para mim, motivo importante na vida de alguém. Seja um quadro, um negócio, uma obra literária, uma industria, uma musica, um filho, ou mesmo um cavalo de corrida. Devemos apenas aceitar o fato que no Brasil, a criação de cavalos de corrida, ainda é uma atividade contra producente em termos financeiros. 

Existem uma meia dúzia de três ou quatro, que podem sair no verde em alguns anos. Mas a grande verdade, é que a maioria não passa do vermelho. E trabalhar sempre no vermelho, não anima, principalmente se os resultados alcançados em pista, não são aqueles com que você sonhou.

As vendas internacionais estão pegando fogo. O mercado está aquecido e muita gente nova entrando no mesmo. Por outro lado, o nosso mercado, continua o mesmo. estagnado, frio, patético… Como disse anteriormente alguns muito poucos vendendo bem e a grande maioria, nem tanto. E para que possamos manter viva a chama de nosso mercado interno, necessitamos do externo. Primeiramente na aquisição de  matrizes que possam enriquecer nosso quadro genético. E segundo de gente de fora, que no Brasil compareça e adquira o nosso produto. Sem estas duas variantes inseridas em nosso projeto, fica difícil sobreviver. Principalmente para o pequeno e médio criador.

Agora para que isto aconteça, temos que importar geneticamente superiores, criar seus filhos, correr no exterior, e quando ganhadores, eles voltarão a atrair os investidores internacionais, como uma vez já o fizeram.

Sei que muita gente cria a fundo perdido. É nobre, mas não diria ser inteligente. Acho que é hora de reformular-mos nosso projeto global, iniciando com uma pergunta básica: o que queremos como criadores? Ganhar apenas nos estados em que corremos? Tentar resultados nacionais e quem sabe continentais? Partir para vôos maiores? A partir da resposta de cada um, é necessário mensurar seu projeto em termos financeiros e partir para garimpar por ai.

Nossa produção tem caído, numericamente, de maneira vertiginosa, e pelo excesso de reprodutoras colocadas a venda e levando em conta o nível do que tenho visto nos catálogos, a situação tende ainda a piorar. E piorar em muito.

Aconselho a que as pessoas montem seus projetos e se mantenham nele, até que os resultados lhe possam provar ao contrário. Sair dando tiros no escuro, é, e sempre foi uma opção no Brasil. Mas cada dia são menos patos a vir ao solo.