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quarta-feira, 26 de março de 2014

MINIMO PAPO DE PEDIGREE: A IDADE DE UMA REPRODUTORA

É um ponto que trás bastante controvérsia, e que de maneira alguma pode vir a ser tratado como um fato. Outrossim, os resultados tem demonstrado um maior aproveitamento de reprodutoras na geração clássica para uma certa faixa etária. Evidentemente que muitos são os fatores que levam a acontecer aquilo que iremos apresentar. Outrossim, embora um égua possa vir a ter seu útero fertilizado em qualquer idade - até o ocaso de sua vida reprodutiva -, normalmente sua vida útil está normalmente consubstanciada dos 3 aos 22 anos de idade.

Pois bem, na temporada de 2014, com 395 provas de grupo disputadas até o presente momento, existe um ganhador, filho de um égua que teve seu útero fertilizado aos 2 anos de idade e uma aos 20, sendo estes os limites atingidos até o presente momento.

De 5 a 7 anos, consiste, até aqui, o maior aproveitamento clássico das mães, na temporada de 2014. Foram 152 vitórias obtidas, o que determina um significativo percentual de 38,48%. Se a este grupo anexarmos as éguas que tiveram seus úteros fecundados quando tinham respectivamente 4 e 8 anos, chegaremos a um número de 236 vencedores e consequentemente a um percentual de 59,74%.

A partir dos 15 anos os números tendem a cair de uma forma drástica. Para se ter uma idéia, são apenas 26 vencedores, o que sugere um fraco percentual de menos de 7%. 

Não estou com isto sugestionando a quem quer que seja a vender  uma égua nesta faixa etária mais avançada, ou mesmo deixar de adquirir um produto da mesma. Penso que o gem, não envelhece, outrossim tenho que concordar que as condições físicas de uma reprodutora podem deteriorar-se com o passar dos anos e as constantes viagens de visitas a reprodutores.

Creio que éguas que atingem a uma certa idade, devem ser julgada por seus méritos, destacando-se aquelas capazes de gerar bons corredores, ou que possam formar famílias, por intermédio de suas filas. Ano passado, selecionei e adquiri a uma égua de 12 anos de idade, filha de Danehill, numa ganhadora do Oaks para um cliente. A principio, o objetivo maior, seria o de formar matrizes, dada a qualidade de seu pedigree, mas isto não a impede de no Brasil, vir a produzir a um elemento diferenciado. O mesmo estabelecimento de cria que detém sua propriedade tem hoje uma Sadlers Wells em mãe champion, com 13 anos de idade, que para seu criador, já veio a produzir 3 fêmeas. 

Lembro-me, quando o São José e Expedictus, a um determinado tempo deixava sair de seu plantel certas éguas por sua idade. Estas éguas, dada a superioridade genética, em outros estabelecimentos de cria, vieram a montar famílias. O mesmo acontece hoje, com o Sta. Maria de Araras, cujo manancial genético é tão importante, que muitas de suas éguas vendidas, vieram a gerar ganhadores de graduação máxima, logo a seguir.

Não quero ir fundo na questão, mas lembro-me que a argentina Charmosa foi vendida aos 13 anos de idade cheia de Wild Event, e o produto desta união, Eu também, se tornou o único cavalo brasileiro a ganhar o Gran Prêmio Nacional (Gr.1) em Palermo, que é, nada mais nada menos, que o Derby argentino.

Eu, por exemplo, não tive o menor receio de adquirir a Para-Choque, que havia sido concebido quando sua mãe tinha nove anos de idade e havia acabado de ter sido vendida para o Haras Palmerini. Ele me brindou um Major Suckow e ao Palmerini  - que depois a vendeu de volta ao Araras -, ao valoroso Atlante.  O mesmo diria em relação a Baby Victory, que sob os meus cuidados foi a champion 2yo de sua geração, e fora gerada de uma égua do Araras, aos 11 anos de idade, e já era o segundo produto de criação do Edson Mauad. Ainda nas mãos do Araras, a norte-americana Engelheart, já havia produzido a um grande corredor chamado Neleo, mas fora vendida antes que este viesse a estrear.

Logo, nada tenho contra uma égua por sua idade. Apenas respeito os percentuais de acerto e sobre eles, simplesmente meço o investimento financeiro a ser levado a efeito, por meu cliente. Apenas isto. Na futura venda do sta. maria, existem duas éguas, com mais de 10 anos, que creio que mereceriam uma tentativa.