Estamos todos sujeitos ao erro. Nem a madre Tereza de Calcutta estará isenta disto. Mas é verdade que ela errará menos que os demais.
Com os profissionais acontece o mesmo. Outrossim, quando me refiro a Mike Smith, e a constância de seus erros em cavalos favoritos, asseguro que esta constância com que carreiras por eles são perdidas, me faz crer que ou a displicência ou excesso de confiança, estão o dominando. E na verdade o consumindo. E, desculpem seus fans, não é de agora.
Sei que muito subjetivo se analisar a decisão de um jockey, ou da tribuna ou atrás de uma tela. O jockey é um atleta e muitas das vezes tem que tomar uma decisão em segundos. Sei disto. Mas no caso de Mike, seus erros me parecem sempre de calculo de percurso. E com o agravante que ele se tornou um perito em causar sensação, vindo no último segundo. Como fez em diversas oportunidades com Zenyatta, sendo que na derradeira carreira da mesma, fê-la perder uma invencibilidade, além de uma Breeders Cup Classic. E são eu sei como é perder uma Breeders Cup nos metros finais…
Estive em Monteevideo, e assisti a seu Derby, onde o favorito a tornar-se tríplice coroado, foi igualmente vitima de um trem lento. E de Não que minha opinião ganhasse, mas pelo menos teria uma chance maior de sucesso. Quem o montou? Um dos jóckeys considerados de maior padrão. Logo, o erro existe independentemente do idioma. E cada vez mais jockey são formados sem a devida atenção ao que Irigoyen, Rigoni e Juvenal Machado mas tinham: noção do percurso.
Quero deixar claro, que não sou jockey e mesmo que peso tivesse, não seria dos melhores. Mas o pouco que sei de corrida, prezo a aquele jockey que imprime o seu próprio pace, independentemente do que os outros estejam fazendo.