Considero redes sociais uma merda.
Para qualquer desportista de sucesso, é difícil determinar a hora certa de se aposentar. Que deveria coincidir com o auge de sua careira. Pendurar as chuteiras. Imagine para aquele que ainda por cima, está no topo da pirâmide. No pináculo de sua existência profissional.
No futebol é impossível, pois as ligas menores, Estados Unidos, países árabes, China, os atraem com propostas mirabolantes. Nem Pele, quanto menos Messi, se retiraram ou irão se retirar na hora certa. Que diga-se a bem da verdade, passou por ambos de forma límpida e insofismável.
Para os jockeys, há esta chance e Frakie Dettori esteve muito cerca de conciliar o auge, com sua retirada de cena. Mas, desde o inicio de seu anúncio, que escrevi aqui mesmo, que isto seria difícil de se concretizar. E agora, sabemos que, o brilhante profissional, irá para os Estados Unidos, enfrentar outros desafios.
Quando o afastamento parece eminentes a primeira pergunta que se faz a um esportistas, é que diga qual foi o momento máximo de sua carreira. No caso dos jóckeys, quem foi o melhor cavalo que montou.
Lembro que quando entrevistei Charles Whittingham, lhe perguntei quem foi o melhor cavalo que treinou, e sua resposta imediata foi Sunday Silence. E quando a seguir lhe perguntei qual seria aquele que gostaria de ter treinado,, ele não perdeu um segundo sequer para enunciar o nome de Easy Goer.
Dettori, ao ser perguntado, foi charo, Gold Horn e Dubai Millenium, num mesmo patamar, mesmo o primeiro não sido corrido aos quatro anos, que segundo o profissional, em sua opinião, é o ponto máximo de seu apix atlético. Enable, ficou como o terceiro melhor, para a minha surpresa. Não lhe perguntaram, quem seria aquele que gostaria de ter montado, outrossim, acredito que em 95% dos casos, o perguntado diria Frankel.
Não imaginava que ele viesse a colocar Golden Horn, acima de Enable e nem nom mesmo patamar de3 Dubai Millenium, mas como diria vó Adelina, "vivendo e aprendendo" !
Neste ultimo domingo, estreou na Gávea, um potro chamado Olympic North e ele me deixou a impressão que irá um dia a pertencer ao patamar de Bal a Bali, Itajara, Much Better e alguns outros. Sei que muitos hão de pensar que por ser do H e R e por ser uma estréia, cedo para qualquer opinião. Mas para mim, a forma de galopar de cavalos como Frankel, Flightline, Camelot, Sea the Stars, Zarkava e companhia, os diferencia. Simples assim. E Olympic North a tem. Da mesma forma que sua companheira de barn, Orla de Ipanema.
E com uma vantagem, dele parecer ser uma cavalo profissional e cumpridor de ordens, diferentemente de Orla, cujo maior adversário, que até aqui, parece ser seu temperamento. Fiquei o observando no passeio em frente ao partidor, Calmo e por duas vezes, juro que o vi bocejar. e transmiti minha impressão seu dono. Na corrida, tomou a ponta, seguiu em frente obedecendo ao comando de seu jóckey, mas seu galopar era completamente distinto dos que os seguiam. E quando foi pedido dele correr, flutuou...
Como descrever impressões? Não sei. Vejo e sinto. E confesso que comecei a notar esta diferença que os diferenciados tem sobre os outros, desde seus inícios, assistindo as carreiras de Nijinsky e depois de Secretariat, na década de 70.
Uma vez conversei como George Blackwell em Keeneland sobre isto, senti de sua parte aquiescência, pois, ele conseguia igualmente ver. E me contou que Piggott, tinha em Sir Ivor, o cavalo que pensa ter siso o melhor que montou, pela forma que galopava.
Cada um vê o turfe de uma forma. Eu tenho a minha, e até agora cavalos como Frankel, Zarkava, Flightline e os que enunciei anteriormente ainda em suas primeiras ou segundas carreiras, como merecedores do patamar máximo. Muitos acharam prematuras minhas observações. Contudo 90% delas foram confirmadas, o que me faz acreditar não serem estas afirmativas estapafúrdias. Prematuras, talvez. Estapafúrdias, não.