Confirmo estar sempre aberto ao diálogo, porém, desde já deixo claro, que não me sinto, nem um pouco, apto a dar todas as respostas, pois, sequer tenho todas as soluções. Quando a dúvida aparece, ou simplesmente me é perguntado, em imediato pesquiso e analiso mas muitas das vezes deixo claro que não cheguei a conclusão alguma. Aprendi isto com os mais velhos e agora que me tornei um deles, repasso aos mais novos que queiram emergir da escuridão.
Genética não é uma ciência exata e o turfe não tem apenas uma variável. São muitas e manipuladas por pessoas distintas e com o agravante de estarem nos diversos desenvolvimentos intelectuais.
Como explicar casos como os de Riadhis, El Santarém, Cacique Negro e Quari Bravo? Quem não gostaria de os ter tido? Outrossim, quem em sã consciência pode defende-los e explicar as causas que o fizeram corredores especiais? Fisico? Quantos são aqueles de grandes fisicos, e sem pedigree, que conseguem chegar a este estágio? Diria que muito poucos. Logo a genética é importante, pois, em contra partida, muitos são aqueles com defeitos fisicos e desequilíbrio, mas com pedigree, que suplantam suas deficiências: Da Hoss, The Real Quiet, Duplex, Pico Central, enfim, centenas dos mesmos.
Evidente que cavalo, não é apenas pedigree. Mas igualmente não é apenas fisico. Bunda grande não é garantia de sucesso em pista, como a maioria dos treinadores acredita. Da mesma forma que cabeça bonita nem sempre garante qualidade.
Para selecionar o cavalo certo, basta se levantar na hora certa o seu dedo. Mas para garantir a validade deste conhecimento necessita-se da multiplicação destes levantamentos de dedo, na hora certa. Aqui e acolá. Qualquer que seja o palco.
Já houve gente com a capacidade de ver a alma de um cavalo e outros que acreditam apenas na força do dinheiro. Afinal se o preço alcança certo valor, não seria porque o mercado assim o pensa? E quando a luta é entre o interessado e aquela que o está vendendo? Poder-se-ia caracterizar-se como mercado?