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domingo, 30 de março de 2025

PAPO DE BOTEQUIM: O FLORIDA DERBY

A foto é antiga, porém a forma de pensar continua a mesma. 

A idade lhe trás discernimento, mas igualmente dor nas juntas, deterioração de sua visão e perda de sua capacidade auditiva. O que prova que somos escravos de nossos corpos, todavia, libertários em nossos cérebros. 

Atletas e modelos, dificilmente passam incólumes dos 35. Atores, conseguem chegar um pouco mais longe. Outrossim são aqueles que durante anos treinaram seus cérebros, que terão a vida útil mais longa.

Abro um parênteses. Na politica brasileira o cara fica até os 100, e consegue fazer filho e netos elegerem-se, pois, o crime compensa. Fecho o parênteses.

Morei mais de 20 anos em Lexington, e quando se aproximava em definitivo o final do inverno, vir a Florida, no dia de seu Derby, era como ganhar na loteria. Um paraíso para seu corpo e uma benção para sua mente.

Hoje que Gulfstream Park, fica a apenas centenas de metros de minha casa, e o inverno para mim é coisa do passado, o dia do Florida Derby, continua a ser importante. Mas nem tanto como o já foi para mim. E quero deixar claro que uma das carreiras que sempre fez parte de seu menu, o Pan America, já teve importância para a definição de lideranças gramáticas staminadas. Hoje nem tanto.

No de ontem, poucos ou nada poderia se esperar. O favoritismo de Far Bridge, tornava impeditivo, se pensar em outro sequer, de um campo pequeno e ridículo. E o que tinha Far Bridge de tão especial? Um cinco anos que se ganha-se elevaria seu número de vitórias para sete, mas com o detalhe de poder ser a quarta em Gulfstream. O que poucos não atinaram é que ele poderia ter resistência

Far Bridge e Corrupition decidiram a corrida no photochard. O pupilo de Clement, já era ganhador de três provas de graduação máxima na grama, uma em 2,000 metros mas restrita em idade, e duas na milha e meia. È um English Channel em uma mãe por Kitten´s Joy, o que em outras palavras traduz o que de melhor há na grama norte-americana. E seu treinador é considerado o melhor para a distância e o tipo de pista. Moral da história, ele venceu mas mesmo assim não convenceu. Trouxe a mim apenas gratas lembranças de passadas...

Lembro que ainda no inicio dos anos 90, foi criado o Ghostzapper Stakes, na época na distância de 1,700 metros. Carreira que oscilou da milha aos 1,800 metros, mas sempre com atrativos do quilate que Quality Road,  Geri, Lea, mas nenhum ganhador de um Classico. Mas tudo tem direito a uma primeira vez, Na prova de ontem, havia um, White Abarrio, um elemento com raras relações com a pista de dirt de Gulfstream, onde ganhou o Florida Derby, a Pegasus, o Mr. Prospector e o Holy Bull. Assim sendo, pagar uma pule de 1-9, era um prêmio a quem compareceu ao hipódromo. Quando ele passou por mim, senti um frio na barriga. Ele está lindo. Na plenitude de sua forma. E provou isto minutos depois em pista.

Deu um vareio sem nunca ter sido acionado, outrossim há de se notar o fato de não ter ganho de ninguém. Mas o fez da forma que os diferenciados sempre deveriam fazer: ignorando-os.

Seria White Abarrio um diferenciado? 

Nunca o vi como tal, mas creio merecer hoje, de minha parte, o respeito devido. O simples fato dele ficar na Florida, enquanto muitos esperavam vê-lo em ação em Dubai, demonstra que suas lides, anseiam em colocá-lo em algum breeding-shed de Kentucky. Adianto, desde já, que será difícil em um haras de ponta, mas numa Taylor Made ou numa Spendthift, quem sabe? O certo é que eles não vão desistir. 

Mas o que falar das duas principais provas do dia: os Derbies da Florida e de Arkansas ? Mesmo se tratando de duas provas com dotações de sete dígitos e que trariam a seus vencedores, 100 pontos cada um, para assim alinharem no primeiro sábado de Maio em Churchill Downs, fediam...

Confesso que não estava nada excitado com nenhum dos dois eventos, já que até aqui, nenhum cavalo que participava nestes dois eventos tinha cativado minha maior atenção. Talvez, Sovereignty no máximo nos 50 metros finais do Fountain of Youth, tenha demonstrado algo, diferente. Mas ele largava por fora de todos e isto era um fator que me incomodava. O que fiz, sentado no meu canto em Gulfstream, apelei para a genética e assim acabei eligindo a minha exata. Tappan Street e Sovereignty, dois Into Mischief, nas linhas tronco que mais respeito, um na 13-c e outro na 9-f. E ainda por cima netos maternos de dois monstros no setor, Distorted Humor e Bernardini. Bingo !

Fiquei em Gulfstream pois, possivelmente não daria tempo de assistir o Arkansas Derby em meu sofá. Pois, embora a distância a percorrer seja pequena, haveria trânsito e uma ponte que sempre fecha nas horas mais inconvenientes. Mas o que esperar?

Um ganhador de maiden, que impressionou, mas não ao nível de um Justify que o fiz instantaneamente meu favorito para o Derby? Mesmo ele sendo outro Into Mischief e treinado por Baffert, para mim, ele precisava de algo mais ? O romantismo de Coal Battle que custou o preço de uma cocada e duas mariolas quando yearling ? Ou ainda um perdedor treinado por Steve Assmussem ??? Tudo poesia. Preferi dar uma de São Tomé: ver para crer ! E enquanto esperava dei vazão a minhas conjecturas genéticas.

Foi quando achei um Tapit em mãe Distorted Humor, numa filha de Unbridled´s Song em mãe Sadler´s Wells, portador de um tripé mágico. Tordilho como pai e com nome bonito: Sandman. Apliquei US$10 e não me arrependi.

Acho que vou me tornar um apostador...