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quinta-feira, 27 de março de 2025

PAPO DE BOTEQUIM: O PRATO QUE GOSTARIA DE SABOREAR

Quanto mais rezo, mais sarna arrumo para me coçar. Sinto-me um Egito, molestado por sete pragas! Não sei qual o sábio, que disse, da necessidade de saber fazer falta. Como o sal na comida be açúcar no café.  

Vivemos um momento difícil, principalmente no âmbito das exportações de cavalos de corrida. Praticamente estamos estacionados em levar nosso próprio cavalo, atitude esta que fez o cavalo brasileiro luzir na maior vitrine do turfe, os Estados Unidos. E parece ser Hong Kong, o único mercado que realmente esta afim de investir no bom potro nacional. Desculpem, talvez estar cuspindo no prato que como, mas vejo Hong Kong como um atraso para o nosso turfe. 

Por favor, entendam. Num turfe deficitário como o nosso, poucos são aqueles que se negam a vender e sair pelo mundo com seu cavalo. Planetário é o último exemplo disto. Logo, nosso mercado é por essência vendedor e particularmente deveríamos dar graças a Deus, que exista outro mercado, interessado em investir no bom potro nacional. Outrossim, um mercado que castra e leva o turfe apenas para o lado do jogo, tende a minimizar nossas chances de preservação .

Vejam o caso do Orix. Sua corrida este fim de semana em Hong Kong, foi simplesmente insípida, incolor e inodora. Nada tenho contra a água, acho-a impressíndivel para a manutenção de todos aqueles que habitam nosso planeta, tanto no reino humano, como vegetal e animal. Todavia há de se convir, que num jantar a talheres de prata, haja algo a mais a se beber. E o turfe é uma atividade de talheres de ouro !

Na época pensei que trazer Orix para os Estados Unidos e revende-lo, - como foi o caso de Pico Central - fosse a melhor solução. Mas o que aconteceria caso houvesse uma inadaptação de sua parte? Logo, pimenta nos olhos dos outros, pode soar como colírio. E pode ser que esta tenha sido a razão de tão pobre apresentação de Snomfield, como agora ele será reconhecido, daqui para a frente. Mas com todo respeito a aquele que o treina, acredito que nas mãos de Mandela ou Paulo Lobo, ele teria mais chances de demonstrar sua capacidade.

Fizemos o que fizemos e nos colocamos na posição que galgamos, graças ao proprietário brasileiro que acreditou em seu produto, - NUM DOLAR MAIS AMENO - colocou-o debaixo do braço e veio desbravar a América. Este é na realidade on prato que gostaria de saborear.