Japonês não é, de maneira alguma bicho bobo, como alguns possam ainda persistir em pensar. Em turfe, já foi, mas há muito tempo deixou de ser. Creio que aprenderam com seus erros. E há décadas adotaram a politica de perseguir éguas de pedigrees e campanhas positivas do turfe brasileiro. E creio que estação se dando muito bem, arigato !
Recentemente mais uma descendente de uma égua brasileira, sagrou-se ganhadora de grupo, na terra do sol nascente. Tem um nome estranho, Shirankedo, mas ao mesmo tempo cinco vitórias em dez saídas. O que garanto a vocês não é muito fácil de se conseguir por lá. Trata-se de uma neta da champion 3yo, a tríplice coroada carioca e segunda no Cruzeiro do Sul, Be Fair.
Pois é, a incrível corredora do São José e Expedictus. que foi vendida inicialmente em Janeiro de 2004, aqui em Keeneland, cheia de Stravinsky pela irrisória quantia de US$150,000 e revendida dois anos depois, agora prenha de Dixie Union por US$120,000, indo para o Japão, lá chegando teve a oportunidade de ser coberta po Deep Impact, ensejando assim a produzir, aquela que viria ser a mãe de Shirankedo.
Agora dá para se entender o mercado que temos com o Japão para éguas clássicas? Como ele, devagarinho, sem alarde algum, vão paulatinamente se apoderando do que teriamos de melhor, para produzir ai no Brasil, elementos de alta categoria?
Seis que o turfe brasileiro, dificilmente dá retorno financeiro, mas sei também, que não é vendendo-se as melhores galinhas, que poderemos produzir ovos para exportação.
