Bom dia, pessoal. Hoje nós vamos fazer uma viagem diferente pelo mundo do turfe. Vamos exercitar a nossa imaginação e criatividade. Venham comigo criar um animal e sentir as dores e prazeres que eles nos dão. Prontos? Primeiro você escolhe aquele pensionato com pasto e gramíneas verdes e muito rico em nutrientes. Toma aquele cafezinho quentinho com um dono que te atende bem, é atencioso e tem a melhor equipe de trabalho da cidade. Tudo adornado por um cenário lindo de campos, baixadas e horizonte que encantam seus olhos e fazem bem para a alma, daquelas típicas de wallpaper de computador. Ah, e o veterinário residente é nota 10. Agora você parte para a escolha da matriz. Como bom estudioso de linhagens, o nosso criador procura uma linha materna com produção consistente em pista e na criação, com muita classe no sangue dos ascendentes. O que ele escolhe? Uma linha materna que produz ganhadores de provas de grupo desde a 4ª mãe, incluindo G1. Uma segunda mãe que produziu um animal de exceção em pista e que se consagrou na reprodução, um líder entre os garanhões de seu país, inclusive ganhando as estatísticas de primeira, segunda e terceira geração. A nossa matriz escolhida já havia produzido ganhador de prova de grupo. Agora, vamos ao papai. Quem cobrirá essa nossa mamãe? Você então escolhe um garanhão que não é caro, tem um perfil essencialmente clássico, não está com suas cotas em ascensão, mas traz no sangue o cruzamento dos dois melhores reprodutores da Europa dos últimos 20 anos. Enfim, as mais finas linhagens europeias estão presentes em seu pedigree. Ele é um Deus da raça, fenômeno máximo? Não! Se o fosse com certeza não caberia no bolso da sua operação de criação. Mas, seguindo com nossa jornada, depois de acordar no campo, sentir o aroma do orvalho úmido, ser abençoado com aquele nascer do sol inacreditável, você vai ver o potro que acabou de nascer. É um prazer e uma alegria indescritíveis. E qual é o cruzamento que esse teu futuro craque tem no sangue azul que passa em suas veias? Será que você ficaria satisfeito em ter 18 chefes de raça listados em seu produto? Ele tem. Será que você estaria satisfeito com Dubawi, Galileo, Urban Sea e Fall Aspen aparecendo na parte alta do pedigree do seu potrinho. Nosso pequenino tem. E na parte baixa? Que tal o ramo mais bem sucedido de Sir Tristram na Oceania? Zabeel-Octagonal-Lonhro bem colocados na linha alta da sua matriz? Eles estão lá. Você gosta de duplicações? Que tal duplicar Sadler’s Wells, Mr. Prospector, Miswaki e Shirley Heights? Você conseguiu fazer isso, nas proporções idealizadas e seu potro carrega todos esses destaques no sangue. Até aqui, você passou apenas pelos primeiros obstáculos. Faltam várias etapas até a conquista de um G1 e da liderança da geração. Quem sabe vencer um Derby. Correção de aprumos, cuidado com as infecções, desenvolvimento do cavalo atleta, passar pelos apuros do treinamento e...finalmente a glória! O caminho é longo, mas o prazer da vitória é seu. Sonhe e tente imaginar esse caminho até o disco de chegada. Amigos, esse relato foi baseado em um ganhador de grupo 1 e que tem todas as características do potro que o criador da nossa história desenvolveu. Não irei dizer seu nome. Observem e tentem descobrir de quem estou falando. Avaliem se gostam ou não das características que estão neste pedigree. A beleza do mundo do turfe também reside nos diversos caminhos que nos levam a Roma. O sucesso é seu objetivo. Persiga-o. Uma ótima semana de trabalho para todos e conto com vocês na Live de logo mais.
Abs, Baronius