Todos nós que participamos do mercado de cavalo de corrida, sonhamos com algo maior. Pleno, capaz de preencher todas as nossas iniciativas. Seu conhecimento, sua paciência e sua imaginação, um dia poderão ser reconhecidos por aquele verdugo da verdade: o destino. Tanto isto é verdade que 12 serão os representante japoneses a comparecer este ano no Festival de Dubai.
Perderam o medo ? Descobriram o caminho ? Não apenas deram vazão a seus sonhos...
Qualquer que tenha sido o motivo e a rota proposta, o Japão hoje tem que ser considerado como a terceira força do turf moderno, perdendo em importância apenas para a Europa e Estados Unidos. A qualidade do cavalo de corrida japonês, está acima de qualquer discussão. Eles são capazes de atravessar oceanos sem perder a sua competitividade. Vide Forever Young. Só lhes faltam um Arco e um King George.
Teria sido isto causado, única e exclusivamente, pelo efeito Sunday Silence ? É possível que sim, pois, na Nova Zelandia, décadas atrás, algo semelhante aconteceu com alguém importado chamado Sir Tristram. Todavia há de se convir que seu efeito foi mais forte que o neo-zelandês, e parece que será mais duradouro, pela coragem que está sendo demonstrada pelo proprietário japonês, de arriscar-se mundo afora. Kentuckly Derby, Arco e King George não foram ainda alcançados, mas eles estão muito próximos de consegui-lo. Por sua vez, Derby e Oaks ainda são mantidos como sonhos, todavia dentro dos planos.
E porque, nos sul-americanos, fomos impossibilitados de atingir o mesmo patamar com Southern Halo, Ghadeer e Roy ?
Guardada as devidas proporções, consegui que alguns brasileiros sonhassem sonhos capazes de serem sonhados. Hard Buck no King George. Much Better no Arco. Gloria de Campeão na Dubai World Cup e Einstein e Siphon, no Santa Anita Handicap, são provas disto. Riboletta, nem se fala. A verdade nua e crua, é que nenhum deles pagou mico ! Foram produtos de ações inteligentes. Logo, mesmo que em números reduzidos, somos capazes de criar, o cavalo de nível internacional. Basta a nós apenas reconhece-los e explorarmos a ideia.
Porque paramos de arriscar? Não sei, pois, o caminho chegou a ser pavimentado e sinalizado. No mínimo deveríamos ter o direito de nele trafegar, mesmo que a oposição o ache um pateta...