O turfe brasileiro perdeu esta semana um de seu ícones. José Mariano Raggio, fundador a seu tempo do haras Sideral. Pessoas como ele, deveriam ser eternas, para o bem da atividade, pois, elas fazem nossa roda girar e na direção correta. Mas infelizmente não o são e no caso dele, tornando-nos órfãos prematuramente.
Pouco contato tive com o Mariano, um homem que pode ser definido por "descobrir" Bagé, lançar Locris - que foi trazido por Seabra - e criar algo tão sublime como Boticão de Ouro.
Quando Bagé era apenas o Fronteira e mais um grupo reduzido de pequenos haras, foi o Mariano - seguido pelos Peixoto de Castro - a implantar naquela cidade gaucha, um centro moderno de craição de cavalos se corrida e ali onde hoje se aloja o Doce Vale, iniciou aquele que considero o ciclo moderno da criação brasileira e cavalos de corrida.
Infelizmente abandou a atividade muito cedo, não antes de deixar de tornar-se um ícone da mesma.
Um bom dia para todos.