Quando se estuda a razão do sucesso dos potentados turfísticos do mundo, nota-se, imediatamente, que a coragem e a ousadia os acompanham e será aquele com maior conhecimento a liderar a gang dos bem sucedidos, no frigir dos ovos. Enquanto outros desaparecerão na poeira do tempo, com sua conta cheias de dinheiro, mas de memórias vazias.
Orgulho-me de ter tentado o Arco, o King George, o Santa Anita Handicap e a Dubai World Cup, com elementos nacionais, todos adquiridos no baixo clero. Nenhuma preço recorde. Apenas na crença de seus olhos e no conhecimento da verdadeira genética. Três se saíram bem, outro nem tanto, contudo em momento algum houve o pagamento do temido mico.
O turfe nada mais é que um grande pescaria. Você inicia escolhendo seu lugar, da vazão a sua paciência e se seu conhecimento for acurado, cedo, cedo o grande peixe irá morder o seu anzol, mesmo tendo a forte concorrência de outros pescadores.Imaginação e conhecimento são primordiais. Mas paciência e vontade de conseguir, veem logo a seguir. Todavia, tão logo o peixe seja retirado da água, o importante há de se ter em mente o que se fazer dele. Pois, embora o tiro possa vir de qualquer lugar, você terá que identifica-lo imediatamente e ter noção que eles não serão muitos. Assim sendo, colocar mãos a obra, o mais rápido possível, passa a ser o X da questão.
Paulo Lobo, talvez o único profissional de treinamento brasileiro a ter sucessos consecutivos na prateleira mais alta do hemisfério norte, sabe como poucos, o preço do estoicismo. Requer, acima de tudo, resiliência. Ve-lo atuar me faz crer que deveríamos ter outros profissionais capazes de igualmente lá chegar e com certeza lá permanecer. Agora chegou a vez de José Aranha tentar seguir os passos do Paulinho.