Confesso minha total nulidade, já que pouco entendo de corridas desempenhadas em canchas retas e mesmo nos hipódromos em distâncias diminutas. Para mim, velocidade pura limitada na distância é melhor performada por quartos de milha, elementos capazes de atingir a marca de 88 quilômetros por hora, enquanto os chamados thoroughbreds, não passaram até aqui - em hipódromos oficiais - a marca de 70.76 quilômetros por hora.
Consta que uma potranca chamada Winning Brew detenha para si - segundo o Guiness Book -, o recorde mundial entre os thoroughbreds, e hipódromos oficiais, estabelecido em Maio de 2008, em Penn National, 400 metros em 20,57 segundos. Quem era ela ? Uma Maria Ruela, vencedor de duas carreiras em nove que disputou - quase todas no patamar de claimings - com um total não superior a US$37,000 em prêmios.
Isto na pista do dirt, já que na grama, o castrado Stone of Folca no ano de 2012, na distância de 1,000 metros, em Epsom Downs - em descida - estabeleceu marca de 53.69, pagando 50-1 ??????? Tratava-se de um filho de Kodiac. Interessante, não ? Ms o que dizer em distâncias longas ?
Em 1973, Secretariat venceu o Belmont stakes, por 31 corpos, em 2.24 cravados, sendo este considerado recorde mundial para a distância de 2,400 metros, na pista de dirt. Pois bem, no ano de 1989, em Santa Anita Park, foi a vez de Hawkster estabelecer 2.22.8, para os 2,400 metros do Oak Tree Invitational stakes. Isto lhe confere a excepcional velocidade media de 37.82.
Seria Hawkster superior a Secretariat na milha e meia ? Evidente que não. Recordes são estabelecidos tendo em conta estado das pistas, trem carreira, estado atlético, direção, enfim, uma infinidade de detalhes. Nuances que mudam de dia para dia.
Pareceu estranho para muitos com Royal Ascot correndo solto, eu me preocupar com quem seria melhor, Secretariat ou Hawkester? Pois é, o quarto dia do meeting, com apenas três provas de grupo e a única existente de graduação máxima disputada na distância de 4,000 metros, soa no mínimo como esvaziado premeditado. Houve tempo que a Ascot Gold Cup (G1) tinha grande valia. Hoje não mais.
Concordo que a tradição é importante. Mas creio que sozinha, jogada num dia do meeting, não ajuda em nada. Arriscaria a afirmar, até que faz seu ganhador ser alijado de um possível aproveitamento, reprodutivo no flat.
Quem dá bola para Stradivarius, ganhador em três anos em sequência desta prova, de fisico e pedigrees acima de qualquer suspeita ? Eu diria que muito poucos. Nem os ganhadores que representavam a Coolmore, tiveram uma real chance de sucesso. Ganhar a Gold Cup é a pá de terra final no sepultamento de uma possibilidade de sucesso para o flat. Desculpem a franqueza.
Quem se lembrará daqui a alguns anos do final eletrizante do dual St. Leger winner Scandinavian, batendo ao 8 anos, ganhador da edição anterior, Trawlerman, a não ser o fato do filho de Justify, justificar ter sido a décima vitória de Aiden O´Brien em uma Gold Cup, e a sua centésima em Royal Ascot.
