Independentemente do ramo de atividade escolhido, os parâmetros que diferenciarão os elementos julgados como de exceção, do restante da plebe funcional, devem seguir uma certa racionalidade. Pois se assim não o for, apenas os fluentes em aramaico gozariam de privilégios até em cargos diretivos.
Em cavalos de corrida não é necessária a existência de uma invencibilidade. Com cinco derrotas, Secretariat ainda é visto como um dos maiores cavalos que as pistas conheceram. Não foram pelas parcas derrotas em final de campanha que deusas sagradas como Enable, Zenyatta ou Winx, deixarão de figurar no mesmo patamar de uma invicta como Black Caviar ou a histórica Kincsem. Não é o número de vitórias, ou da forma que elas foram construídas e pelos tempos alcançados que devamos medir o cerne de um cavalo de corrida. Há de haver discernimento bem acima de tudo o pleno entendimento da complexidade que é ser um Frankel ou um Ribot.
Hoje, cada vez fica mais complexo eleger-se o Mickey Mouse do pedaço. São necessárias o estabelecimento de parâmetros dignos de algo complexo como o diferencialmento aptitudinal.
O segundo dia de Royal Ascot, é formado por quatro carreiras de grupo, outrossim, apenas uma dela a meu ver, com a capacidade bem caracterizada de em seu bojo, nutrir a possibilidade de deixar claro uma pseudo liderança. Trata-se da milha e meia do Prince of Wales stakes (G1). E que neste ano, reunia quatro dos mais destacados elementos em campanha para a distância anteriormente enumerados por mim. Três pertencentes ao primeiro patamar e um que parecia merece-lo também. E foram exatamente eles, que se impuseram na mesma: o ganhador do anos passasse da Dubai Turf, Ombudesman, a triplo Oaks winner Minnie Hauk e Darys que vinha de ter a seu favor o último Arco. Seguidos nesta ordem de chegada, pela esperança chamada Almaqam.
Surpresa ? Nenhuma, pelo menos de minha parte. Se existiu alguma, foi Minnie Hauh ter prevalecido sobre Darys. Até a diferença entre os mesmos me pareceu compatível com suas respectivas possibilidades. Omabudesman é o melhor cavalo em treinamento para o compasso de 2,000 a 2.400 metros, na presente temporada. Trata-se de um tributo a seu pai, Night of Thunders, que clama o direito de visto, já de há muito, com um reprodutor do topo da prateleira mais alta. Minnie Hauk merece mais respeito e Darys foi colocado no lugar ao qual pertence na temporada atual.
Quanto ao castrado Calandagan espero que o King George seja seu destino, pois certamente o será de Ombudsman e teremos, ai então definida de forma clara e indiscutível, a liderança desta turma na grama para o compasso anteriormente definido.
Até lá, esperemos pacientemente...