Deve ter mais de trinta anos. Talvez uns quarenta ou por ai, o artigo original que escrevi para a revista neozelandesa, na disputa de um concurso que me valeu a quarta posição em mais de 400 manuscritos. Tinha uma limitação de palavras. Achei-o outro dia, "infurnado" no meio de umas relíquias fotográficas e resolvi moderniza-lo, sem aumenta-lo.
O artigo era sobre quem poderia ser considerado o coração do cavalo contemporâneo. E eu, já naquela época elegi, Native Dancer.
Native Dancer era produto de quatro mães tordilhas que remontam a Roi Herod, sendo sua mãe Geisha, uma mera ganhadora de uma carreira das onze que veio a disputar. Em pista ele ganhou 21 ide suas 22 carreiras disputadas, sendo a primeira estrela turfísta televisada.
Reprodutivamente com 14,1 % de sua produção formada por stakes winners ele efetivamente eternizou-se em sua filha Natalma, mãe de Northern Dancer e em seu filho o invicto Raise a Native, pai de Mr. Prospector. O que em outras palavras quer dizer que quase todo thoroughbred que respira advém, de uma forma ou de outra, deste tordilho fantástico.
Poucas são as palavras capazes de definir Native Dancer, mas creio que o simples mencionar de seu nome, define o que a junção de classicismo e brilhantismo, pode fazer: um fantasma tordilho.
