Os impropérios cometidos no turfe, são gritantes. Exageradamente ridículos. Tantos que são capazes de danificar com os tímpanos, contudo temos que engoli-los e degustar o sapo como se fosse uma lagosta.
Sei que qualquer tentativa nossa de imitar o modelo que deu certo, em quem quer que seja, dificilmente funcionará, pois, cada povo tem sua característica própria. E nós infelizmente não temos pelo turfe, a mesma intensa paixão de japoneses, australianos e argentinos. Somos o país do futebol ou do esporte que nos possibilita identificar o herói do momento. Seja ele Sena, Guga ou mesmo Oscar.
Ai neste exato momento a Globo exala todo o seu poder midiático, encampa o herói da vez - quanto mais de esquerda melhor - o telespectador engole a isca e a audiência almejada é finalmente alcançada, de uma maneira nada sutil, mas agora com a total anuência dos patrocinadores que são os responsáveis principais pela banda tocar.
Não há improviso. Existe sim uma obediência natural, alheia de raciocínio lógico, à opinião do incentivador da causa, o chamado "influencer", e bola para frente. No Brasil, quando alguém se quer lançar no mercado como influenciador de opinião, se auto denomina altista. È o primeiro passo. A seguir deixa transparecer uma tendência para a esquerda, se proclama um progressista e passa a aceitar a polêmica do genero, como natural . Este é o processo usual de um simples mortal, se tornar um cool.
Felizmente até o presente momento, o turfe permanece ileso a este modismo. Porém, tem pago um caro preço por isto. Jockey não usa brinquinho e tem um normal corte de cabelo, que o diferencia dos demais modernos atletas. Basta ser baixinho, leve e não ter, o mínimo amor a vida, para se enquadrar na profissão.
O turfe é dos quadradinhos como eu e muitos dos de você.
