Vou tentar ser curto, objetivo e rasteiro. Como estivesse segurando uma série de balões a serem ofertados a quem realmente merece os receber.
Sabe o que me irrita mais em se tratando de turfe ? Aquele que não viu e mesmo assim dá o seu veredicto definitivo num típico testemunho professoral. Como estivesse defendendo uma tese de pós graduação. O senhor de todos os destinos.Os considero os déspotas da verdade !
Meus amigos, o que correria um Ribot, hoje, com os avanços veterinários, de treinamento e qualidade maior de manutenção em pistas ? Poderia até igualar-se a Frankel. Imaginem St. Simon...
Não tive o ensejo de ver Ribot correr, mas sim o privilégio de ouvir os depoimentos daqueles que tiveram o fortuito de fazê-lo. O mesmo não posso dizer de St. Simon, onde só me restou a leitura. Mas tento aquilatar as armas que cada um possuía em suas respectivas épocas e sem compara-los os coloquei em meu patamar de maior atenção.
Erigir teorias de eras distintas e não colocar os avanços obtidos no desenvolvimento da atividade em termos comparativos, me parece um raciocínio capenga de uma legitimidade rasa. Espúria. Abominável. Como, por exemplo no futebol, analisar-se Pelé, como produto de um meio. Alguém tem duvidas que nas condições em que Messi joga hoje, Pelé não poderia ser ainda melhor ?
Sei que ler e ouvir ajuda muito. Aliás foi como aprendi, o pouco que sei e posso transmitir. Porém, nada como ver e vivenciar. Portanto, em defesa daqueles, que como eu, foram testemunhas oculares em se tratando de corridas de cavalo, clamo aos que ainda possuem espaço em mentes eternamente cientes que sempre é necessário de aprender, que escutem com mais atenção, as vozes do passado, ainda vivas na calota terrestre. Elas são testemunhos de sensações vividas.
Sei, que pedindo isto, automaticamente clamo eu em defesa própria, outrossim que de maneira alguma quero que minha opinião seja vista como definitiva, de uma legalidade histórica. Ela será sempre apenas uma opinião, NADA MAIS DO QUE ISTO ! Apenas que defendida por alguém que viveu os dois momentos. Senti-os e mesmo podendo avalia-los, se sente incapaz de comparar elementos que nunca ser defrontaram, nos mesmos palcos.
Queridos mais afoitos navegantes, é exatamente para vocês que dirijo estas palavras. Peço, encarecidamente que baixem suas respectivas bolinhas e voltem a viver e vivenciar o mundo dos pobres mortais, como o faço pelos últimos 75 anos. O mundo onde vitórias e derrotas são analisadas, friamente, e de uma mesma forma. Cabe a você, dar crédito a quem ache que mereça e num dia - quem sabe - transmitir as gerações a seguir, parte de suas opiniões, sm comparações.
Amo ver e tentar entender. Melhor será ter a capacidade de transmitir.