Vejam bem, quando uma personagem da envergadura de John Magnier se manifesta definitivamente contrário a participação de castrados, naquela que é considerada a maior prova do calendário mundial - o Arco do Triunfo - é razão para se por em dúvida a validade desta mudança.
"Poucas serão as carreiras consideradas reais com a inclusão de castrados" Foi o que disse, textualmente o mago de Ballydoyle. E meus caros navegantes, quando Magnier se pronuncia, vale a pena refletir sobre o que ele fala. Desculpem o Pachequismo, mas com franqueza, não deixa de ser uma questão de apenas veemência. E passa sim a se, uma de pura sobrevivência !
Provas foram criadas para testar e consequentemente selecionar, aquilo a ser considerado superior, a garantir o seu lugar no breeding-shed e com isto deixar claro seu lugar no seleto hall dos perpetuadores da raça. Afinal, assim como a espinha dorsal do projeto, foi desenhada.
Todavia o desenho desta espinha dorsal está correto ? Desde quando un elemento pode ser considerado superior aos demais, quando não testado contra todos, independentemente de sexo e condições de castração. Teria o processo de castração, tão forte importância na evolução física e psíquica de um atleta ?
Confesso que não tenho uma opinião formada. Oscilo cada vez que me proponho a pensar sobre o assunto. E penso, seria John Henry tão bom se não houvesse cumprido com o processo de castração ? É ou não é uma dúvida cruel ?
