VÓ Adelina ao se exceder com uma de suas indiscrições especulativas, quase que diárias, observava a seguir que perguntar não ofende, achando que com esta frase, minimizava o vexame, ao que discordo, pois, dependendo da pergunta e da hora, pode ofender, e muito.
Imaginem perguntar a um octagenário se aquela menina - que na verdade é sua recente esposa - trata-se de sua neta, ou a um japonês ser responsável por qualquer outro individuo de olhos amendoados que cometeu um crime, e é confundido como se fosse um parente chegado seu?
No turfe todo o cuidado é ainda pouco, pois, cavalos de corrida para alguns, são mais preciosos que familiares e pisar em calos passa a ser uma possibilidade grande, quando inadvertidas criticas sâo feitas, por mais imparciais e honestas que elas sejm. Por isto evito de comentar o mais possível sobre provas nacionais. Ainda mais que tenho interesses profissionais, como agente que sou.
Logo, meu caro Arthur, como em boca fechada não entra mosquito, sempre que possível evito a invasão dos mesmos.
E que todos nós tenhamos um grande dia.
Ontem fomos 1987.