Mas já que nos reportamos recentemente, a um ditado antigo, - o do chinelo velho para o pé cansado - penso ser importante se ter em mente, desde sempre, quando a milha passou a ter a importância que hora goza, no mercado internacional?
Nasci nos anos 50 e passei a tomar maior consciência das coisas, nos anos 60 e lembro que nos tempos do senhor Atualpa as provas de alto fundo como a Ascot Gold Cup, gozavam de grande prestigio em todo mundo. Media-se o cavalo de exceção mais por sua estamina, que propriamente sua velocidade. Tanto isto verdade que o elemento para ser considerado o Rei da Raia Paulista, tinha que vencer uma prova de distância semelhante e a nossa prova de maior vulto, o Grade Prêmio Brasil era disputado na distância de 3,000 metros.
Abro um breve parênteses. O grande Hyperion, vencedor do Derby de Epsom em recorde, pouca atração exerceu em seus peixeiros anos no breeding-shed por não ter passado de uma segunda colocação em Ascot. Fecho parênteses.
No meu tempo, a milha e meia tomou a posição de honra no cenário do turfe internacional. Derby, Oaks, Arco e King George passaram ser os mais importantes parâmetros de seleção aptitudinal. Hoje crio que da milha a milha e ¼, esteja o sonho da grade maioria de criadores proprietários. Tanto isto é verdade que aquele considerado com o maior Timeform do sistema solar, nem a milha e ½ , se dignou a sequer disputar.
Quiz o destino, que esta semana, uma das mais importantes milhas europeias, viesse a ser disputada, o Prix Jacques le Marois (G1) em Deauville na França mas sem a presença daquele que ocupava, de forma indiscutível, até então, a posição de maior destaque, entre os milheiros da atual temporada: Bow Echo. E para surpresa de muitos, o favoritismo recaiu para a descendente direta da champion Miler, Sonic Lady - sua quarta mãe - precisamente a três anos Precise.
Ledo engano. Não foi ela a abiscoitar a prova de Deauville. Nem segundo ela conseguiu ser. A prova que foi descrita em pelo Gil Moss, nosso Baronius, - de uma forma detalhada, ontem - teve como vencedor Rayif, mais um pupilo do team H.H. Aga Khan a atingir sucesso em território francês. Um três anos, ganhador da Poule d´Essai das Poulains (G1), num total de seis de suas quatro corridas até aqui, filho do cada dia mais cativante, Sea the Moon, (Sea the Stars) numa ganhadora, filha de nosso conhecido Holy Roman Emperor, descendente do ramo 9-e, paralelo ao 9-h, de Sea the Stars. Não seria um tênue aliciamento de um agrupamento familiar?
Aproveito a oportunidade para mais uma vez, deixar publico meu agradecimento ao já desaparecido colaborador Marcelo Augusto, que tão brilhantemente defendeu a importância dos agrupamentos familiares.
