Creio que Urban Sea deva ser considerada uma das mais significativas presenças da genética moderna. Não apenas por ter gerado dois importantíssimos sementais - Galileo e Sea the Stars - como por ser hoje uma duplicação de inolvidável sucesso nos pedigrees dos ganhadores de grupo. Ontem mesmo foi a vez de do quatro anos castrado Wine Dark Sea, novamente alertar-nos deste fato, com sua vitória maiúscula no Geoffrey Freer stakes (G3) de Newbury.
Imbreed igualmente em Mr. Prospector e Sadler´s Wells, este filho de Ulisses (Galileo) em mãe Sea the Stars, se soma ao já efusivo número de elementos ganhadores de grupo, muito em função da motivação que parece ser transmitida pelo referido Rasmussen Factor, na ganhadora do Arco de 1993.
Vou afirmar algo, que pode parecer estranho aos ouvidos menos experientes, mas Urban Sea é o mais importante fator genético de transmissão de classicismo, entre os ganhadores desta prova, já que em minha opinião apenas seu filho Sea the Stars, pode ser considerado um marco importante genético, entre os vencedores desta prova, no atual século.
O QUE FAZ ESTA FORÇA MARITIMA URBANA TÃO EFICAZ NO BREEDING-SHED ?
Na outra carreira grupada de Newbury, o Hungeford stakes (G2), outro elemento abonado por imbreeds, Coppull. Três a se conhecer em Mr. Prospector, Danehill e Danzig. Interessante, não ?
E se houver tempo, aconselho a assistirem a terceira de Newmarket, que me pareceu uma carreira extremamente interessante...
Quanto ao fato do oceano estar turbulento, mais um filho de Frankel a brilhar do outro lado do canal. Desta feita Baroud, ganhador do Guillaume d´Ornano (G2) que possui em seu pedigree, um 3x3 em Danehill e três linhas de Northern Dancer, em suas cinco primeiras gerações. Enquanto no Prix Lieurey (G2), a quatro anos Hassaleh vencia com autoridade, ostentando seu exótico Rasmussen Factor de sua mãe, em Helen Street, mãe de Street Cry. E na mesma razão em Machiavellian.