E desta forma reside sua capacidade de sentir o problema e tão somente contorna-lo se definitivamente não for possível resolve-lo. Como diria um velho treinador de futebol, empate gera um ponto. Derrota nenhum...
Derrotas de cavalos que presumivelmente não foram feitos para perder, deixam o mercado triste e receoso, embora esteja claro, que a idéia de todos era derrubar aquele favorito. Nunca previ que Hard Buck ganharia o King George, Cara Rafaela a Breeder´s Cup Juvenile Fillies e Much Better os Pellegrinis e mesmo assim sofri um baque com as suas segundas colocações. E aqui cabe uma observação, ser segundo perdendo encima é para mim pior que ser terceiro ou quarto, distantes. Já com Glória de Campeão na Dubai Cup, com Da Hoss em suas duas Breeder´s Cup Mile, Much Better no outro Pellegrini e em dois Latinos e Einstein no Santa Anita Handicap não me desesperei em alegria. Em algumas cheguei a respirar fundo tão logo o disco de chegada foi vencido. No mas, simplesmente aceitei as vitóriascomo algo que era possível de acontecer. Improvável, mas longe de ser impossível.
O tempo o caleja em observar e rapidamente absorver as sensações. Porém, nunca o acostuma a derrota. Este é um sentimento que o intimida, mas não o domina. Só assim o faz se você conceder. Por isto imagino o que sentiram as conexões nas grandes perdas, como Nijinsky no Arco, Dancing Brave no Derby, Zenyatta na Classic e Seattle Slew na Jockey Club. Animais não desenhados para perder.
Querendo ou não, dificilmente o ser humano racional, consegue conviver com a derrota. Ele aceita, porém não a digerem bem. E não adianta vir com aquela velha desculpa do Barão de Cupertin, que o importante é competir. Meus querido navegantes, que o Barão vá para a pqp com sua diplomacia de baixo clero. O importe é ganhar. Dai se dar tanto credito ao invicto. E aplaudir a coragem daqueles que colocam em cheque a invencibilidade de seus pupilos.
Mas existem INVICTOS e invictos. Justify ganhou as cinco que correu inclusive as três da tríplice coroa norte-americana. Outrossim não acredito que no mesmo nível de Flightime e Bow Echo, que atingiram a marca de seis, conquistando provas teoricamente mais difíceis de serem vencidas. Logo, quando chega-se a marcas de 14 vitórias como Frankel na Europa e 25 como Black Caviar, mesmo sendo quase a totalidade delas, corridas na Austrália, diferenciações devem ser notadas. Mas nada que o obrigue acreditar que A tneha sido melhor do que B, se nunca vieram a se defrontar.
Justify está plenamente justificado pelo que está produzido na reprodução, mesmo só tendo enfrentado em pista os de sua idade. Vi o mesmo vir conhecer com Itaajara no Brasil. E sabe porque estes dois invictos não ganharam dos mais velhos ? Única e exclusivamente por não terem tido a oportunidade de enfrenta-los. Simples assim.
