Não sou muito descritivo, pois, no momento que assisti a cena, parto do principio de quem estiver verdadeiramente interessado no assunto, ou viu ou vai ver. E quando a mim vem, é para saber minha opinião e não se certificar que viu a mesma coisa que eu.
Deixei passar um tempinho, pois, achei que a situação assim o exigia. Estou me referindo a Del Mar Mile (G2) disputada no sábado passado com a estréia do brasileiro Sinsel. Não me surpreendeu que Mandella optasse por uma milha de alta envergadura, pois, o vi fazer algo semelhante anos atrás com Siphon, tendo que para tal, atravessar o pais para correr os 1,200 metros do Sport Page Handicap de Aqueduct , que na época era prova de graduação 3, contra sprinters graduados. E para a surpresa de muitos, ganhou. É estilo de Mandella, acelerar o cavalo de fundo, en sua volta de longa inatividade ante adversários teoricamente mais velozes.
O que não entendi no caso presente, foi a relutância do piloto de Sinsel em deixa-lo galopar, mesmo que isto o fizesse cansar nos metros derradeiros. O matou na boca, pelo menos pelos primeiros 400 metros e na reta, não passou por ninguém chegando se não me engano, a frente de apenas um adversário.
Cada treinador tem sua maneira de encarar problemas. Mandella, já provou a mim, que em 90% dos casos sabe exatamente o que está fazendo . E acredito que este é um caso destes. Não tenho o menor resquício de dúvida, o que sugere que o exagero fica por conta do jockey.
Não há para mim igualmente dúvida que na próxima corrida, Sinsel será escrito numa distância, mais cerca aonde produz melhor, outrossim até lá, há de se esperar.
