Pois bem, uma das carreiras mais impressionantes que assisti, foi em 2024 em Royal Randwick, quando uma égua chamada Pride of Jenni, estabeleceu uma vantagem inicial de 30 corpos e chegada a reta, ainda com cerca de 20 corpos a frente dos demais, cruzou o disco a quase sete corpos da segunda colocada, a excepcional Via Sixtina, nos 2,000 metros do Queen Elizabeth stakes (G1) num tempo que a grande Winx nesta mesma prova - ganha em três oportunidades - não conseguiu fazê-lo.
Pride of Jenni era uma égua de ferro que correu em nada menos que 48 oportunidades, das quais 13 foram vencidas sendo quatro de graduação máxima. Filha de Pride of Dubai (Street Cry), numa mãe O´Really (Last Tycoon) ele obteve ainda 11 segunda colocações e quatro terceiras. Uma verdadeira máquina de correr, como aliás parecem ser um bom número de ganhadoras de carreiras de graduação máxima, na Australia.
Algo com certeza que deveria ser estudado com maior atenção. Vide que Via Sixtina correu em 29 oportunidades obtendo 16 vitórias, Winx em 43, dos quais 37 foram ganhas, More Joyous em 29 com 21 concluídas com sucesso, Verry Ellegant 40-16, Maykybe Diva 36-15 e o que dizer de Black Caviar que se manteve invicta em 25 apresentações ? Isto lhes parece normal ? Qual a razão desta anormalidade ? Tipo de cruzamento ? Alimentação ? Treinamento ?
Como também anormal pode parecer assistir a uma carreira em Randwick para um brasileiro morador da Florida. Mas desocupado que sou, tenho tempo de tentar assistir pelo menos as provas de graduação máxima não apenas da Oceania, bem como do Japão, além das graduadas da Europa - França, Inglaterra e Irlanda - e dos Estados Unidos.