Até o mais parvo observador, tem conhecimento que a milha e meia e principalmente em se tratando de pista de grama, é terreno inóspito para a grande maioria dos cavalos note-americanos. E não estou aqui caracterizando como cavalo norte-americano aquele que tenha nascido nos Estados Unidos. Refiro-me ao treinado, aqui.
A cinco anos Survie, recente ganhadora do Christophe Clement Turf stakes (G1) de Saratoga, é um exemplo digno de nota. Ela que foi adquirida pelo grupo Coolmore em Tattersalls, já tendo sido segunda colocada no Prix Diane, Saint-Alary e Jean Romanet, além de vitoriosa no Malleret (G2), neste sábado, finalmente atingiu seu objetivo maior: o ganhar uma prova de gradução máxima.
A prova foi escolhida a dedo, mas colocará os filhos de Survie, futuramente nas páginas iniciais das vendas mais importantes do planeta, se assim for o desejo, daqueles que ora detém os direitos de propriedade da mesma. Ela custou cara, a Magnier e Tabor, mas com esta vitória justificou o projeto traçado para a mesma.
Ganhadora na mesma distância e pista, igualmente em Saratoga, do Glens Fall Stakes (G2), esta filha do utilíssimo Churchill (Galileo) na especialista na distância Sotteville, pelo French Derby winner Le Havre (Noverre), não me parece ser algo a ser levada em alta consideração para as provas da Breeders Cup. Nem para a Filly and Mare, quanto mais para a Turf. Mas como diria vó Adelina, " com a devida paciência somada a uma grande dose de perseverança, sempre haverá a oportunidade de um pé cansado alcançar um chinelo velho."
